Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Polícia faz operação para prender acusados de tráfico e roubo no Rio

Policiais civis fizeram nesta terça-feira uma operação contra a venda de drogas e roubos cometidos por quadrilhas de seis comunidades da Zona Norte do Rio

Terça, 22 de Março de 2016 às 11:48, por: CdB

 

De acordo com a Polícia Civil, foram identificadas as principais lideranças dessas quadrilhas, que tinham vários núcleos

  Por Redação, com agências - do Rio de Janeiro:   Policiais civis fizeram nesta terça-feira uma operação contra a venda de drogas e roubos cometidos por quadrilhas de seis comunidades da Zona Norte do Rio de Janeiro. A ação busca cumprir 41 mandados de prisão preventiva nos morros do Juramento, Urubu, Macacos, Primavera e Jorge Turco, além do Complexo da Pedreira.
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Policiais civis fizeram nesta terça-feira uma operação contra a venda de drogas e roubos
De acordo com a Polícia Civil, foram identificadas as principais lideranças dessas quadrilhas, que tinham vários núcleos. Um deles era responsável, por exemplo, pela comercialização de drogas e armas nas comunidades. Também havia núcleos responsáveis pela venda de drogas sintéticas e pelo roubo de cargas e de veículos. Os indiciados vão responder pelos crimes de tráfico, associação para o tráfico, porte ilegal de armas, roubo e tortura. As penas ultrapassam 30 anos de prisão.

ONG Rio de Paz

Atingido por mais de 40 tiros, num confronto entre policiais e traficantes, o projeto Aquário de Música, da ONG Rio de Paz, inaugurado no sábado passado, na favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio, está ameaçado de fechar as portas antes mesmo do início das aulas que seriam ministradas a cerca de 50 crianças e adolescentes carentes da comunidade e outras de fora. As crianças receberiam cursos de qualificação profissional e noções de música de instrumentistas  renomados que tocam com vários artistas do Rio e  ensinariam de graça. Mas, na segunda-feira pela manhã, a sede do Aquário de Música,  no lugar conhecido como Garganta do Diabo, um antigo local de desova de corpos, perto do Campo do Abóbora, foi atingida por disparos principalmente de armas pesadas, como fuzil e metralhadora, numa troca de tiros entre policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Jacarezinho e traficantes de drogas que ainda agem na região. De acordo com o presidente da ONG Rio de Paz,  Antônio Carlos Costa, o local recebeu o nome de Aquário por ser todo envidraçado e para que os pais e responsáveis pudessem assistir as crianças tendo aulas com os mais diversos instrumentos, como bandolim, violoncelo, violão e instrumentos de percussão, entre outros. “O espaço foi construído em dois anos,  sem nenhum dinheiro público, apenas com doações de empresários e da sociedade civil”, segundo o presidente da ONG. Antônio Carlos contou ainda, que a sede da Rio de Paz, na Rua do Rio, a 200 metros do Aquário de Música, foi atingida, de dezembro para cá, por seis tiros e o aquário  por uma granada. Ele  preferiu não falar nada, “porque pensou que se tratava de um caso isolado”. O prédio do projeto Aquário de Música, ao ser erguido, manteve nas paredes laterais as marcas de tiros da guerra do tráfico, sem cobrir os buracos de balas nem pintar as paredes para mostrar o que acontecia naquele lugar, revela Costa. O presidente da ONG Rio de Paz disse que nesta terça-feira que realizou uma reunião extraordinária para decidir se o projeto Aquário de Música vai continuar ou será suspenso, “porque o risco é real”. Antônio Carlos Costa disse que chegou a informar aos convidados que participariam da inauguração do projeto, no último sábado, sobre os riscos a que as pessoas estavam expostas e “muita gente desistiu de comparecer à inauguração”. A Unidade de Polícia Pacificadora do Jacarezinho foi inaugurada em 16 de janeiro de 2013 e atende a mais de 36 mil habitantes, segundo dados do Instituto Pereira Passos (IPP), órgão da prefeitura do Rio. O Complexo do Jacarezinho é formado por um conjunto de favelas, que, devido ao tamanho, acabou se transformando em bairro. A comunidade do Jacarezinho é servida por uma estação ferroviária da Supervia e, nas suas imediações, passam importantes eixos viários da cidade. É de caráter plano e integra ruas, avenidas e uma estação ferroviária de igual nome. Comunica-se com outra favela próxima, a de Manguinhos.
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