Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Polícia faz operação à procura de militar desaparecido no Rio

Pelo terceiro dia consecutivo, a Polícia Militar (PM) fizeram operações no Complexo do Chapadão, na Zona Norte da cidade, para tentar localizar o soldado Neandro Santos de Oliveira, que teria sido parado numa falsa blitz, na última segunda-feira, feita por traficantes da comunidade.

Sexta, 16 de Outubro de 2015 às 07:49, por: CdB
Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro: Pelo terceiro dia consecutivo, a Polícia Militar (PM) fizeram operações no Complexo do Chapadão, na Zona Norte da cidade, para tentar localizar o soldado Neandro Santos de Oliveira, que teria sido parado numa falsa blitz, na última segunda-feira, feita por traficantes da comunidade, e sequestrado para dentro do Chapadão. O carro do militar foi encontrado, mas o policial continua desaparecido.
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Pelo terceiro dia consecutivo, a Polícia Militar (PM) fizeram operações no Complexo do Chapadão, na Zona Norte da cidade
Na última quarta-feira, o morador do Chapadão Maike de Souza, 22 anos, foi baleado na porta de casa, na comunidade Criança Esperança, quando saía para o trabalho. Ele foi levado às pressas para o hospital, mas não resistiu ao ferimento. Em seguida, manifestantes revoltados com a morte do morador montaram barricadas, atearam fogo em quatro ônibus urbanos e fecharam os principais acessos à comunidade. Na quinta-feira, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM fez uma operação no local, prendeu três homens e apreendeu com eles uma granada e um rádio transmissor. Mais tarde, em outro ponto do Chapadão, os policiais da tropa de elite da corporação, apreenderam uma metralhadora, maconha e pasta-base de cocaína. Nesta manhã de sexta-feira, o Bope retornou ao Chapadão e já apreendeu uma granada de uso exclusivo das Forças Armadas, um rádio de comunicação, além de pequena quantidade de maconha e cocaína.

Revolta moradores

A morte de um jovem durante uma operação policial na última quarta-feira na comunidade Criança Esperança no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio, deixou os moradores revoltados. Eles fizeram uma manifestação que descambou para atos de vandalismo. Três ônibus foram incendiados, várias paradas foram depredadas, bloqueadas algumas ruas de acesso à comunidade e os comerciantes fechatram suas lojas. A operação policial que resultou na morte de Maike da Silva de Souza, de 22 anos, atingido por uma bala perdida, foi para localizar o policial militar Neandro Santos de Oliveira. De acordo com a Divisão de Homicídios da Capital (DH), um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte do jovem. A Polícia Civil informou que uma perícia foi feita no local e o corpo encaminhado para o Instituto Médico-Legal (IML). A polícia informou ainda que as armas dos policiais envolvidos foram apreendidas e que agentes estão em diligências na busca de testemunhas e mais informações que possam ajudar a esclarecer o caso. Em nota, a Rio Ônibus repudiou os ataques aos coletivos que colocaram em risco as vidas dos passageiros e dos rodoviários em risco. “O Rio Ônibus ressalta que a população é a principal prejudicada com esse tipo de ataque. Não há seguro para incêndio criminoso e a reposição de um veículo pode levar até seis meses”. Por causa ação policial e do protesto dos moradores, escolas das redes municipal e estadual de ensino não tiveram aulas hoje. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, 1.979 alunos do turno da tarde de cinco escolas e dois Espaços de Desenvolvimento Infantil ficaram sem atendimento no turno da tarde de hoje na região do Morro do Chapadão. A secretaria informou ainda que as aulas serão repostas imediatamente. A Secretaria Estadual de Educação informou, por meio de nota, que cerca de mil alunos de três Centros Integrados de Educação Pública (Cieps)  e dois colégios estaduais ficaram também sem aulas. “A Secretaria de Educação informou que a direção da unidade escolar tem autonomia para tomar providências no sentido de garantir a integridade física e moral de seus alunos, professores e funcionários.”

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