Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) fazem nesta terça-feira, a partir das 9h, a reconstituição do ataque à universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido (Zona Norte). Os peritos querem saber de onde partiu a bala que atingiu o rosto da estudante Luciana Gonçalves de Novaes, de 19 anos, se do morro do Turano, que fica atrás do campus, ou de dentro da universidade. Os peritos vão analisar em que posição a estudante estava sentada no pátio da universidade para identificar as possíveis trajetórias da bala. Após a extração do projétil, que estava alojado entre a segunda e terceira vértebras da estudante, a polícia informou que se tratava de uma bala de calibre 40, que pode ser usado em pistolas ou em submetralhadoras - armas de alcançe inferior ao de um fuzil, por exemplo. A descoberta colocou em dúvida a origem da bala, levantando a hipótese do tiro ter partido de dentro da universidade e não do Morro do Turano. Apesar das evidências apresentadas, alunos da Universidade Estácio de Sá, que estavam no campus no instante em que Luciana foi baleada, descartaram a hipótese de que o tiro pudesse ter sido disparado de dentro da instituição. Segundo um estudante, que preferiu permanecer anônimo, e que estava a um metro de Luciana no momento do tiro; o homem que aparece no vídeo, que a polícia acredita ter sido o autor dos disparos, é apenas um pedreiro que também buscava abrigo.
Polícia fará reconstituição do ataque à faculdade
Terça, 13 de Maio de 2003 às 06:17, por: CdB