A polícia egípcia cercou dois vilarejos beduínos situados perto do resort de Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho, nesta segunda-feira. A ação faz parte de uma busca por pessoas ligadas às bombas que mataram pelo menos 64 pessoas, disse uma fonte de segurança.
A polícia acredita que dois paquistaneses, procurados para interrogatório, podem estar se escondendo nos vilarejos de el-Ruweisat e Khurum, disse a fonte, que não quis ser identificada.
Emissoras árabes de televisão disseram que a polícia egípcia estava procurando por até nove paquistaneses para questionamento sobre os ataques, que atingiram áreas comerciais e hoteleira no balneário.
Segundo as TVs, os paquistaneses estavam hospedados nos hotéis em Sharm el-Sheikh, mas desapareceram depois dos ataques na manhã de sábado, deixando seus passaportes na recepção.
A segurança egípcia distribuiu as fotografias de cerca de 50 pessoas em postos de controle no sul do Sinai, incluindo alguns paquistaneses. Mas não estava claro se os paquistaneses das fotos haviam estado na cidade.
Pelo menos 64 pessoas, a maior parte egípcios, morreram na sexta-feira nos ataques, considerados os piores no país desde 1981. Funcionários do Hospital Internacional de el-Sheikh, no sábado, disseram que o total de mortos era de 88.