Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Polícia do Rio registra quase mil casos de intolerância religiosa

Quase mil casos de intolerância religiosa foram registrados pelo Centro de Promoção da Liberdade Religiosa & Direitos Humanos (Ceplir), no Estado do Rio de Janeiro, em dois anos e meio. Entre julho de 2012 e dezembro de 2014, foram registradas 948 queixas.

Terça, 18 de Agosto de 2015 às 11:19, por: CdB
Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro: Quase mil casos de intolerância religiosa foram registrados pelo Centro de Promoção da Liberdade Religiosa & Direitos Humanos (Ceplir), no Estado do Rio de Janeiro, em dois anos e meio. Entre julho de 2012 e dezembro de 2014, foram registradas 948 queixas. As denúncias envolvendo intolerância contra religiões afro-brasileiras totalizaram 71% dos casos.
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As denúncias envolvendo intolerância contra religiões afro-brasileiras totalizaram 71% do total dos casos registrados
Os dados estão em um relatório preliminar divulgado nesta terça-feira pela organização não governamental Comissão de Combate a Intolerância Religiosa (CCIR), em audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj). Outro dado mostrado pelo relatório é que, de janeiro de 2011 a junho de 2015, o Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República recebeu 462 denúncias sobre discriminação religiosa. O documento também mostra que a intolerância religiosa virtual vem ganhando destaque nos registros das denúncias, o que demanda a atenção das autoridades para caracterizar juridicamente as situações apresentadas e definir as devidas punições aos infratores. Presente na audiência, o deputado estadual Átila Nunes (PSL) destacou a importância de se ter uma delegacia especializada no combate à intolerância, devido à grande dificuldade de registro dos casos de discriminação religiosa em delegacias policiais. "Quase todo mês temos flagrantes de perseguição religiosa. O que temos no Rio de Janeiro é quase um pequeno Estado Islâmico. Hoje, eu só acredito na força da lei através da criação de uma delegacia especializada para esses casos e na ação da Polícia Civil contra os fanáticos." Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, Marcelo Freixo (PSOL), os crimes de ódio precisam ser enfrentados e é preciso pensar em formas preventivas. Para ele, falta vontade política para combater esses crimes. "É importante que nos boletins de ocorrência tenham um espaço para deixar claro que o crime tenha alguma motivação de intolerância religiosa", acrescentou. Como forma de promover a paz, o respeito e o combate à intolerância religiosa, a comissão promoverá no Posto 6 da Praia de Copacabana a 8ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, no dia 20 de setembro às 11h.  
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