A Polícia Civil do Rio de Janeiro está cadastrando homens e mulheres que exercem a prostituição na cidade, com o objetivo de reduzir a possibilidade de crimes cometidos por profissionais do sexo durante os Jogos Pan-Americanos. O cadastramento começou a ser feito nas operações Cinderela 1 e 2, realizadas em maio.
Segundo o titular da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista, Fernando Veloso, o trabalho deve continuar e visa especialmente coibir os golpes conhcidos como Boa Noite, Cinderela.
- À medida que a gente perceba que estão sendo feitas notícias de novos crimes nessa modalidade, nós vamos deflagrar novas operações -
O Boa Noite Cinderela consiste na colocação de substância dopante na bebida da vítima, especialmente estrangeiros, que depois têm seus bens e dinheiro roubados. Foram registradas 27 ocorrências desse tipo entre os meses de janeiro e abril deste ano. Já no mês de maio, o número ficou reduzido a três ocorrências.
O delegado acredita que a redução se deva à atuação policial no último mês. - O potencial autor já pode ter tido a identificação colhida pela delegacia, então ele corre o risco de ser reconhecido, e só a presença policial no meio já inibe esse ação -
Veloso informa ainda que a delegacia tem feito um trabalho de conscientização juntos aos hotéis. Medidas preliminares estão sendo adotadas pelas gerências, como a identificação prévia para a entrada de terceiros que não forem hóspedes.
A Polícia Civil cadastrou 30 prostitutas na primeira operação. Entre elas, duas foram reconhecidas como autoras do golpe por turistas e estão presas. Na segunda, houve 52 pessoas identificadas.
Em maio, o golpe causou a morte do canadense Rick Gordon Pierce, de 49 anos. Ele teria bebido um chope com a suposta substância e teria morrido devido a uma reação com um medicamento de que fazia uso regular.