As investigações em torno da morte do vereador Alberto Salles (PSC), executado com três tiros na cabeça, nesta terça-feira (20), na Barra da Tijuca - Zona Oeste do Rio - apontam na direção de crime de encomenda, disse delegado Carlos Augusto Nogueira. Alberto Salles será sepultado nesta quarta, às 11 horas, Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.
– Há informações truncadas indicando que ele já teria sido ameaçado quando denunciou traficantes de Honório Gurgel que lhe exigiramn dinheiro e armamentos para ele faer campanha na região. Há ainda informações de que outra pessoa que trabalhava com ele teria sido baleada no passado, de que ele teria registrado o fato na Polícia Federal, ou seja, há várias informações, mas não há nada definido ainda – explicou Nogueira.
O vereador e seu motorista, José Natalino da Silva, foram levados logo após o ataque para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde Salles, atingido por cinco tiros, sendo três deles na cabeça, e morreu por volta de meio-dia. Natalino, atingido por cinco tiros de raspão e um no ombro, foi liberado e prestou depoimento na Delegacia da Barra no final da tarde.
No fim da noite desta terça-feira, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio confirmou ter recebido cópia de um registro de ocorrência na Polícia Federal feito por Alberto Salles. No documento, o vereador declara que cabos eleitorais dele foram ameaçados por homens armados no dia 31 de julho, durante campanha na Favela do Mundial, em Honório Gurgel, no subúrbio do Rio. No registro de ocorrência, não há referência a pedido de proteção policial.
Polícia do Rio não tem pistas dos assasinos do vereador
Quarta, 22 de Outubro de 2008 às 09:32, por: CdB