Rio de Janeiro, 02 de Abril de 2026

Polícia do Rio mata oito traficantes na favela do Vidigal

O clima continua tenso nesta quarta-feira no Morro do Vidigal, em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro, apesar de nenhum tiroteio ter ocorrido nesta manhã. A Polícia Militar continua a ocupação na favela com apóio do carro blindado do Batalhão de Operações Especiais (Bope), mais conhecido como Caveirão. (Leia Mais)

Quarta, 09 de Agosto de 2006 às 07:33, por: CdB

O clima continua tenso nesta quarta-feira no Morro do Vidigal, em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro, apesar de nenhum tiroteio ter ocorrido nesta manhã. A Polícia Militar continua a ocupação na favela com apóio do carro blindado do Batalhão de Operações Especiais (Bope), mais conhecido como Caveirão.

O comércio trabalha com restrições. Entregas estão proibidas. As escolas e creches estão funcionando. Moradores saem às ruas, mas estão assustados e evitam falar sobre a guerra do tráfico de drogas.

Apenas o sistema de transporte ainda não foi normalizado. Mototáxis estão proibidos de circular. Só três vans teriam autorização do tráfico para embarcar passageiros porque os motoristas seriam moradores antigos.

Entre a noite de terça-feira e madrugada desta quarta, oito traficantes morreram em confronto com a polícia. Desde o final de semana, o número de mortos já chega a 13.

Na madrugada do último domingo, traficantes invadiram a favela para tomar os pontos de drogas no Vidigal. Na avaliação da polícia, trata-se de uma disputa dentro de uma mesma facção do narcotráfico.

A favela está ocupada pela polícia desde o final de semana, mas mesmo assim o clima é de tensão e medo entre os moradores. Poucos veículos circulam pela favela e o comércio tem funcionado precariamente.

A Polícia Militar acredita que o próximo passo dos bandidos será tentar invadir a favela da Rocinha, também em São Conrado.

- Nós temos informações de que isso pode acontecer a qualquer momento. Os nossos moradores já estão apreensivos e com medo de uma nova guerra - disse o presidente da Associação de Moradores da Rocinha, William de Oliveira.

O policiamento no Vidigal, segundo a PM, não tem duração determinada.

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