Polícia do Maranhão afirma que assassino de preso foi identificado
A Polícia Civil do Maranhão garante já ter identificado o autor do homicídio de Luis Abreu de Araújo, preso encontrado morto, no interior do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA). Segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), o assassino é um dos oito detentos que dividiam com Araújo uma cela da unidade prisional. A identidade do homicida, que está sendo autuado neste momento e responderá por mais esse crime, ainda não foi divulgada.
Secretaria de Justiça do Maranhão diz que assassino de preso foi identificado na Penitenciaria de Pedrinhas
A Polícia Civil do Maranhão garante já ter identificado o autor do homicídio de Luis Abreu de Araújo, preso encontrado morto, no interior do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA). Segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), o assassino é um dos oito detentos que dividiam com Araújo uma cela da unidade prisional. A identidade do homicida, que está sendo autuado neste momento e responderá por mais esse crime, ainda não foi divulgada.
Araújo, de 19 anos, foi morto na noite desta segunda-feira, a golpes de chuço, uma arma improvisada feita com uma haste de pau com material perfurante na ponta. Ele respondia pelo crime de tráfico de drogas. O crime foi investigado pela Delegacia de Homicídios, que colheu o depoimento dos oito presos que dividiam a cela com Araújo.
Esse é o 14º detento morto no setor prisional maranhense este ano. No último dia 30 de junho, Fábio Robert Costa Pereira, 29 anos, foi encontrado sem vida. De acordo com a Sejap, ele se suicidou usando a própria calça. Um dia depois, outros dois presos foram encontrados mortos em Pedrinhas: Jarlyson Belfort Cutrim, 21 anos, e Jhonatan da Silva Luz, 20 anos.
Maior estabelecimento prisional do Maranhão, o complexo de Pedrinhas está superlotado e é palco de rebeliões e violenta disputa entre facções criminosas que disputam o controle do tráfico de drogas. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao menos 60 detentos morreram dentro da unidade em 2013.
Foi do interior do complexo que partiram as ordens para que bandidos atacassem delegacias da região metropolitana da capital e ateassem fogo a ônibus, no início de janeiro deste ano. Em um dos cinco ônibus incendiados estava a menina Ana Clara Santos Souza, de 6 anos, que teve queimaduras em 95% do corpo e morreu dois dias depois.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que o governo do Maranhão precisa rever e melhorar a implementação das medidas para conter o caos na prisão.
Cardozo disse que o governo federal tem apoiado o Estado na melhoria do sistema prisional. “Muitas das iniciativas que propusemos estão sendo adotadas. Temos dado apoio da Força Nacional de Segurança Pública, mas acho que agora estamos em um processo e há muita coisa que se fazer, há muito que melhorar. O apoio do Ministério da Justiça para aquilo que for necessário está dado ao governo do estado”, disse o ministro.
Para o ministro, a solução da crise maranhense passa pela construção de presídios e melhoria na administração. “A questão ali é melhorar o sistema prisional, com maior segurança interna, com melhor tratamento prisional, e isso é um esforço que o ministério tem feito nos seus programas e tem apoiado o estado do Maranhão que, evidentemente, trabalha na linha de consertar os problemas e equívocos que lá, historicamente, merecem ser corrigidos”.
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