Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Polícia divulga foto de suspeito de acender rojão que matou cinegrafista

A Polícia Civil divulgou, nesta terça-feira, a foto de Caio Silva de Souza, de 23 anos, suspeito de acender o rojão que atingiu o repórter cinematográfico Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, durante protesto no Centro do Rio na última quinta-feira.

Terça, 11 de Fevereiro de 2014 às 08:11, por: CdB
suspeito.jpg
Caio Silva de Souza, de 23 anos, suspeito de acender o rojão que atingiu o repórter cinematográfico
A Polícia Civil divulgou, nesta terça-feira, a foto de Caio Silva de Souza, de 23 anos, suspeito de acender o rojão que atingiu o repórter cinematográfico Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, durante protesto no Centro do Rio na última quinta-feira. Segunda a polícia, é ele quem aparece nas imagens registradas por fotógrafos e cinegrafistas usando calça jeans e camisa cinza suada. Morador da Baixada Fluminense, ele já tem duas passagens pela polícia, uma delas por  ter sido vítima de agressão em uma manifestação e a outra por um crime de menor potencial ofensivo, segundo a polícia. Agentes da 17ª DP (São Cristovão) fizeram buscas, nesta terça-feira, na tentativa de localizar o suspeito de acender o rojão que atingiu o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade durante protesto no Rio na última quinta-feira. Santiago teve morte cerebral nesta segunda-feira, depois de passar quatro dias internado no CTI do Hospital Souza Aguiar, no Centro. A Justiça do Rio decretou a prisão temporária do suspeito. Ele foi identificado após ajuda de Fábio Raposo, que confessou ter participado da ação e está preso desde domingo. Raposo disse ainda que o rapaz tem um perfil violento e que eles se conheciam apenas de outros protestos. Segundo informações do portal G1. A polícia decidiu não divulgar o nome do rapaz para não atrapalhar as investigações. Mas de acordo com informações da PM, ele é morador da Baixada Fluminense e tem duas passagens pela polícia, uma delas por ter sido vítima de agressão em uma manifestação e a outra é por um crime de menor potencial ofensivo.  O delegado Maurício Luciano, que conduz as investigações, disse que levou uma foto do suspeito para Fábio Raposo, que está à disposição da Justiça, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Ele reconheceu o autor do disparo. Os dois vão responder por homicídio doloso qualificado, pelo uso de artefato explosivo, e também pelo crime de explosão. Se condenados, a pena pode ser de até 35 anos de prisão. Para o delegado, o autor do disparo tinha intenção de matar. “Foi um homicídio intencional. Não foi um atentado à liberdade de imprensa. Infelizmente, o Santiago estava na linha de tiro. A intenção era ferir ou matar os policiais. Segundo o Fábio, ele tinha um perfil violento, pelo porte físico”, explicou. De acordo com a decisão da justiça, "o suspeito foi apontado por acender e posicionar o artefato que tingiu o cinegrafista". Diz ainda o texto expedido pelo Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro: "a prisão temporária deve ser decretada para a garantia da ordem pública, da futura aplicação da Lei Penal e da futura instrução criminal. Há evidente necessidade de se resguardar a instrução, a fim de que as provas sejam colhidas garantindo-se, ao final, a instrução criminal da causa, que merece integral apuração, dada a lesividade social para que os eventos violentos não mais se repitam". O advogado de Raposo havia antecipado que tinha o nome, número de identidade e CPF do homem que acendeu o rojão que atingiu e matou o cinegrafista da TV Bandeirantes. “Eu passei para a autoridade policial o nome do rapaz que estava ao lado do Fábio. Ou seja, um dos acusados de ter arremessado o rojão. Eu apenas disse que tenho o nome da pessoa, a qualificação civil”, disse o advogado Jonas Tadeu. Ele disse  como conseguiu as informações: “O Fábio Raposo não me deu o nome do rapaz. O Fábio conhece ele por codinome, e me passou uma pessoa que eu poderia chegar a ela e essa pessoa me passaria o nome certo e a qualificação”. No domingo, ao ser detido e levado para a delegacia, Fábio declarou em depoimento não conhecer o homem que aparece nas imagens usando calça jeans e blusa cinza suada, mas disse que já o tinha visto em outras manifestações." Fábio Raposo está na penitenciária Bandeira Stampa, no Complexo de Bangu, à disposição da Justiça, onde cumpre prisão temporária de 30 dias. O advogado disse ainda que o delegado descartou o benefício da delação premiada para seu cliente. “Não está valendo. Mas isso vai ser uma discussão que eu vou levar pra juízo”, disse Jonas Tadeu.        
Tags:
Edições digital e impressa