Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Polícia detém outro suspeito do crime do ambientalista

Sexta, 25 de Fevereiro de 2005 às 06:27, por: CdB

A polícia deteve, na noite desta quinta-feira, outro suspeito do assassinato do ambientalista Dionísio Júlio Ribeiro Júnior, vítima de uma emboscada, na noite de terça-feira, próximo à entrada da Reserva Biológica do Tinguá, em Nova Iguaçu. O caçador Leonardo de Carvalho Marques teria confessado informalmente o crime. A polícia apreendeu na casa  de Marques,  a arma do crime.

Na noite de quarta-feira, José Reis de Medeiros, de 40 anos, apontado como suspeito do crime com base em informações passadas ao Disque-Denúncia, foi preso por policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada. Condenado a 13 anos por um homicídio em Miguel Pereira e respondendo a outro processo pelo mesmo tipo de crime, José Reis disse ser inocente e que estava em casa na hora em que Dionísio foi baleado. Ele mora há seis meses numa casa a cerca de 300 metros do local do crime. No relato feito ao Disque-Denúncia, ele foi apontado como caçador. Na delegacia, José Reis contou que pegava frutas na reserva. O chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, garantiu que o crime estará esclarecido em breve.

- Já montei uns laços para pegar gambá, mas nunca consegui nada - disse José Reis. - Eu não tinha problemas com Seu Júlio (como Dionísio era conhecido). Eu mal o conhecia.

A principal linha de investigação é a de que Dionísio foi morto por extratores de palmito ou caçadores que atuam na reserva. Nos últimos meses, o ambientalista teria recebido ameaças. O delegado Rômulo Vieira, titular da Delegacia de Homicídios da Baixada, disse que policiais foram a Tinguá na noite de anteontem checar a informação passada pelo Disque-Denúncia, prendendo José Reis e um outro homem, que prestou esclarecimentos e foi liberado. Como era foragido, José Reis ficou preso. A polícia, no entanto, não conseguiu qualquer prova contra ele, além da denúncia anônima.

A Polícia Federal, que também abriu inquérito, está trabalhando com a informação de que PMs ou ex-PMs poderiam estar ligados à morte, já que são suspeitos de participar de quadrilhas que atuam na extração ilegal de palmitos e de areia na região. As investigações nesse sentido foram iniciadas ano passado pela equipe do delegado Antonio Rayol, afastado da Delegacia de Meio Ambiente da PF. Rayol disse ontem que recebeu várias denúncias de ambientalistas.

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