Depois de longo período de investigação da Polícia Civil, policiais da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) identificaram no Caju, Zona Portuária do Rio, uma grande estrutura clandestina de desvio de água originalmente destinada a estaleiros, plataformas, navios e chatas.
O crime era praticado pela Transmar Rio Transporte Marítimo Ltda. Para desviar a água, a empresa retirou o hidrômetro e fez uma ligação clandestina, conhecida como "gato", de três polegadas de diâmetro na tubulação regular, caracterizando assim furto de água. A água era comercializada em dois carros-pipa, cada um com capacidade para 30 mil litros.
De acordo a Polícia Civil, o esquema para desviar a água era tão sofisticado que a Transmar tinha uma equipe de 11 empregados só para esta finalidade. Polícias acreditam que este deva ser o principal negócio da empresa. O encarregado de abastecimento da Transmar, que comandava a operação, foi levado à DDSD para prestar esclarecimentos.