A Polícia Civil foi recebida nesta sexta-feira a tiros, ao chegar ao Morro da Mangueira, para a operação de derrubada do muro de três metros de altura e 15 de extensão encontrado por policiais na última terça-feira. Segundo o chefe da operação, inspetor Marco Antônio Carvalho, a troca de tiros entre policiais e traficantes foi intensa, mas ninguém ficou ferido. As famílias que vivem perto da construção já haviam sido retiradas de suas casas.
De acordo com a polícia, o muro seria uma "fortaleza do tráfico", construída para impedir a ação de policiais. O trabalho de demolição havia sido interrompido terça-feira, por causa do risco de desabamento sobre casas próximas ao muro, entre as quais uma creche.
A operação desta sexta, iniciada às 10 horas, contou com o apoio de delegacias especializadas e mobilizou cerca de 80 policiais. Na demolição, que levou aproximadamente duas horas, foi usada uma retroescavadeira da prefeitura.
— Na operação, correu tudo bem, apesar de ter havido resistência por parte de traficantes, que lançaram até granadas contra os policiais —, afirmou Carvalho.
Para ele, a operação de derrubada do muro foi uma ação inteligente, feita de forma eficaz.
— Nós conseguimos tomar a localidade e cumprimos a nossa missão. O importante do nosso ingresso lá é não atingir inocentes e que não haja problema de bala perdida —, disse o inspetor.
Segundo o presidente da Associação de Moradores da Mangueira, José Roque Ferreira, os moradores estão preocupados, pois temem que balas perdidas atinjam a região conhecida como Boca do Elvis.
— A gente sabia que o muro não ia ficar mesmo. O muro foi feito com morador, em parceria com a associação, para evitar o que todo mundo sabe, que são os rivais do Morro dos Macacos. Então, as balas famosas que vêm do Macaco sempre atingiram o morador de cá da Mangueira —, disse.
O muro, de acordo com José Roque, teria sido construído com dinheiro arrecadado de doações dos próprios moradores, e não por traficantes. Eles reclamavam de balas perdidas provenientes do Morro dos Macacos, favela em frente à Mangueira e dominada por uma facção rival.
Ivo Meirelles
O ex-presidente da bateria da Estação Primeira de Mangueira, Ivo Meirelles, negou, na quinta-feira, durante uma coletiva em sua casa, a existência de uma passagem secreta em uma das duas casas que ele comprou nos fundos da quadra e que tinha acesso ao camarote da bateria. Segundo ele, a casa servia de moradia para um zelador que cuidava dos camarotes.
— Estou muito incomodado em ver meu nome nas páginas policiais. Isso está tirando o meu sossego e destruindo a minha família —, disse.
Ivo afirmou que, como presidente da bateria, se dedicou a ala de ritmistas “como ninguém havia feito”e que não conseguiu terminar seu trabalho por “incompatibilidades com a direção da escola”.
Polícia derruba muro no Morro da Mangueira e é recebida a tiros
A Polícia Civil foi recebida nesta sexta-feira a tiros, ao chegar ao Morro da Mangueira, para a operação de derrubada do muro de três metros de altura e 15 de extensão encontrado por policiais na última terça-feira. Segundo o chefe da operação, inspetor Marco Antônio Carvalho, a troca de tiros entre policiais e traficantes foi intensa, mas ninguém ficou ferido. As famílias que vivem perto da construção já haviam sido retiradas de suas casas. (Leia Mais)
Sexta, 11 de Janeiro de 2008 às 17:06, por: CdB