Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Polícia de Rondônia retoma parte do persídio de Urso Branco

Terça, 20 de Abril de 2004 às 07:02, por: CdB

Cerca de 70 PMs ocuparam na manhã desta terça-feira uma parte da Casa de Detenção José Mário Alves, mais conhecida como Urso Branco, em Porto Velho (RO), onde no mínimo oito presos foram mortos. Cinco foram executados a golpes de estiletes, barras de ferro e pedaços de madeira nesta segunda-feira; as outras mortes ocorreram no final de semana.

Na tarde de segunda-feira, os rebelados subiram os muros da prisão, abriram faixas de protesto e mostraram a cabeça decapitada do preso Izaque Monteiro do Espírito Santo e partes esquartejadas de outro detento assassinado.

Em um ato de barbárie, os rebelados atiraram pedaços de outros corpos no pátio interno da cadeia. A secretaria estadual  de Segurança Pública aguarda o encerramento da rebelião para recolher e identificar as vítimas.

Segundo cálculos do governo de Rondônia, há cerca de 170 familiares de presos ainda dentro da penitenciária. Eles não são considerados reféns, pois se recusam a deixar o local. Nenhum deles teria sofrido nenhum tipo de violência. Os detentos, no entanto, usam estas pessoas como escudos humanos para o caso de a Polícia Militar tentar a tomada do presídio.

O motivo da rebelião, além das péssimas condições carcerárias, de acordo com o depoimento de um dos prisioneiros, que falou com jornalistas que cobrem os fatos, no local, teria sido o assassinato de dois companheiros por rivais, na última sexta-feira. A secretaria confirma esta informação e identifica as vítimas como Jailson Quintino de Lima e Israel Márcio Soares.

Os rebelados exigem a presença do governador Ivo Cassol (PSDB), que cancelou uma viagem para acompanhar as negociações, mas não foi até o presídio. Segundo a secretaria, há cerca de 1.300 pessoas cumprindo pena na cadeia, que tem capacidade para 350 presos.

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