A polícia disse ter revistado cinco casas no norte da Inglaterra nesta terça-feira como parte "significativa" da investigação dos ataques da semana passada em Londres, que mataram pelo menos 52 pessoas.
Detetives de Londres, junto com autoridades locais de West Yorkshire, revistaram quatro propriedades ao redor da cidade de Leeds, com mandados emitidos de acordo com a Lei de Terrorismo, e que outro local estava sendo vistoriado.
As buscas são parte de uma operação de inteligência, disse uma porta-voz, mas até agora não foram realizadas prisões.
- As buscas estão ligadas aos ataques terroristas em Londres, em 7 de julho - disse.
Leeds tem uma das maiores populações muçulmanas da Grã-Bretanha. Em maio de 2001, foi uma das cidades do norte do país que assistiu a confrontos raciais e religiosos entre asiáticos e jovens brancos.
Uma porta-voz da polícia disse que as buscas estão sendo consideradas "significativas".
- Vamos ficar lá por algum tempo - completou.
O chefe da polícia de Londres, Ian Blair, disse à rádio BBC que as ações são "diretamente relacionadas" às explosões.
A operação desta terça-feira é a primeira busca na investigação que a polícia descreve como a maior da história inglesa.
Centenas de policiais foram convocados para ajudar na investigação, que envolve a análise de 2.500 imagens de câmeras de circuitos fechados de televisão na capital e de informações passadas por cerca de 2.000 telefonemas.
Especialistas estão tentando reconstituir as bombas usadas a partir de evidências coletadas nos locais das explosões, com o objetivo de obter mais pistas sobre os responsáveis.
Uma fonte sênior da polícia disse ao jornal Times que dois corpos no local da explosão no ônibus passaram por exames detalhados, porque parecem que estavam segurando ou sentando sobre bombas.
- Um deles pode ser o homem-bomba - disse a fonte.
A polícia disse que não vai comentar nenhum aspecto da investigação.
Em Paris, o chefe da polícia antiterrorista da França, Christophe Chanoud, disse que os explosivos utilizados nos atentados de quinta-feira passada em Londres eram de origem militar, segundo o chefe da polícia antiterrorista da França.
Chaboud, que esteve em Londres para ajudar a polícia britânica na busca de pistas sobre os terroristas, classificou de muito preocupante essa origem, segundo declarações publicadas nesta terça-feira, pela imprensa britânica.
- Estamos acostumados a que as células terroristas fabriquem explosivos com produtos químicos - explica Chaboud, segundo o qual os terroristas podem ter conseguido os explosivos traficando nos Balcãs ou mediante contatos com pessoas no Exército.