Desde o lançamento do jogo no início deste mês casos de roubos e situações perigosas no trânsito têm sido relatadas por conta da distrações associadas à caça de pokémons
Por Redação, com Reuters - de Madri:
A polícia nacional da Espanha publicou nesta segunda-feira um guia de segurança para jogadores de Pokémon Go, depois que os usuários do game se envolveram em situações perigosas em outros países.
O aplicativo de realidade aumentada com personagens da Nintendo tem feito jogadores saírem às ruas das cidades em que foi lançado para capturarem pokémons com a ajuda da tela de seus celulares.
Policiais espanhóis posando com figuras do Pokémon em fotografia divulgada pelo Ministério do Interior
Desde o lançamento do jogo no início deste mês casos de roubos e situações perigosas no trânsito têm sido relatadas por conta da distrações associadas à caça de pokémons.
– Lembre-se: é absolutamente proibido capturar um pokémon enquanto conduz ou anda de bicicleta – diz a polícia espanhola no guia. "Da mesma forma que outros aplicativos de geolocalização, isto pode ser usado por bandidos para saber quando você sai de casa ou onde está em um dado momento", acrescentam as autoridades.
Em países como os Estados Unidos, onde Pokémon Go foi lançado alguns dias antes da Espanha, a entrada de jogadores em lugares como memorial do holocausto ou no Cemitério Nacional de Arlington em Washington provocaram reclamações.
– Se você ver um Snorlax ou um Vaporeon, não se guie apenas pela emoção, sua segurança vem primeiro, alerta a polícia espanhola. "Não ande no meio da rua, respeite os sinais de trânsito, não invada propriedades privadas e respeite as normas de espaços e edifícios públicos."
Grupo chinês fracassa
A proposta de US$ 1,2 bilhão feita por um consórcio chinês para comprar a Opera fracassou depois que autoridades não concederam aprovação até o prazo de 15 de julho, informou a empresa de software norueguesa nesta segunda-feira.
Em vez disso, o consórcio Kunqi, que inclui a empresa de busca e segurança Qihoo 360 Technology e a Beijing Kunlun Tech, uma distribuidora de jogos online, vai comprar certos ativos da área voltada ao consumidor final da Opera por US$ 600 milhões, informou a empresa norueguesa em comunicado.
A proposta original precisava ser aprovada por autoridades chinesas e dos Estados Unidos. A Opera não informou qual dos países deixou de aprovar o negócio ou se foram ambos.
– Nenhum regulador disse não. Não recebemos uma resposta dentro do prazo acordado – disse o presidente do conselho de administração da Opera, Sverre Munck, à agência inglesa de notícias Reuters. Ele acrescentou que as partes poderiam ter adiado o prazo, mas acabaram decidindo por não fazer isso.
– A incerteza que isso teria causado e a quantidade de tempo que levaria seria algo que seria negativo tanto para o consórcio quanto para nós. É por isso que optamos por um acordo alternativo – disse o executivo.
Agora o consórcio Kunqi planeja comprar os negócios da Opera com browser de navegação pela Internet, aplicativos de performance e privacidade e sua tecnologia de licenciamento e participação na joint-venture chinesa nHorizon, afirmou a Opera.
O grupo chinês não vai comprar os negócios da Opera com publicidade e marketing, TV ou aplicativos relacionados a jogos.
Este acordo alternativo precisa também de aprovação de autoridades, disse a Opera.
As ações da Opera despencaram 10,4 % nesta segunda-feira. "A maioria dos investidores ficou decepcionada. Entendemos isso e também ficamos decepcionados com o fracasso da proposta original", disse Munck.
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