Polícia da Alemanha prende suspeitos de apoiar Estado Islâmico
A polícia alemã prendeu diversos homens suspeitos de apoiar grupos militantes, incluindo o Estado Islâmico, e realizou batidas em diversas propriedades em uma grande operação contra os supostos radicais, disseram promotores federais nesta quarta-feira.
Cerca de 240 policiais participaram da operação, que buscou desmantelar uma rede de apoio a militantes islâmicos na Síria A entidade disse que 68 membros da Frente Nusra, filiada à Al Qaeda, também morreram nos ataques aéreos, que começaram em 23 de setembro
A polícia alemã prendeu diversos homens suspeitos de apoiar grupos militantes, incluindo o Estado Islâmico, e realizou batidas em diversas propriedades em uma grande operação contra os supostos radicais, disseram promotores federais nesta quarta-feira.
Cerca de 240 policiais participaram da operação, que buscou desmantelar uma rede de apoio a militantes islâmicos na Síria.
Um paquistanês de 58 anos, Mirza Tamoor B., foi preso sob suspeita de levar dois combatantes da Alemanha até a Síria, enquanto um alemão de 31 anos, Kais B. O., foi detido sob suspeita de recrutar três possíveis jihadistas e ajudá-los a viajar para a Síria, disseram promotores.
Acredita-se que ambos tenham enviado mais de 3.000 euros (3.700 dólares) para apoiar o Estado Islâmico e outros grupos radicais.
A imprensa local relatou que diversos outros homens foram presos sob acusações menores, incluindo assalto a igrejas e escolas a fim de enviar dinheiro para os islamistas.
Assim como outros países europeus, a Alemanha luta para combater a radicalização de jovens muçulmanos, alguns dos quais querem se tornar jihadistas na Síria e no Iraque. Autoridades também se preocupam que eles possam voltar para tramar ataques terroristas em solo europeu.
A inteligência alemã estima que pelo menos 450 pessoas deixaram a Alemanha para ir à Síria e cerca de 150 já voltaram. Muitos estão sendo criminalmente investigados.
Ataques
Ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos na Síria mataram 865 pessoas, incluindo 50 civis, desde o início de uma campanha em setembro contra militantes do Estado Islâmico, disse nesta quarta-feira um grupo que monitora o conflito.
O Observatório Sírio para Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha, disse que a maioria das mortes, 746, foi de militantes do Estado Islâmico, e afirmou que o número real pode ser muito maior.
Entre os civis mortos, oito eram crianças e cinco eram mulheres, de acordo com o Observatório. A entidade disse que 68 membros da Frente Nusra, filiada à Al Qaeda, também morreram nos ataques aéreos, que começaram em 23 de setembro.
Confrontos no Iêmen
Pelo menos 33 pessoas foram mortas na região central do Iêmen durante combates nos últimos dois dias entre guerrilheiros xiitas houthi que tentam expandir seu controle e tribos sunitas aliadas da Al Qaeda, disseram residentes nesta quarta-feira.
Separadamente, um drone dos EUA matou sete supostos militantes da Al Qaeda no sul do Iêmen, pouco antes de eles realizaram um ataque, disseram fontes militares iemenitas.
A expansão dos houthis, que vivem principalmente no norte do país, tem inquietado tribos sunitas na província central de al-Bayda, ameaçando provocar um conflito sectário.
Residentes da região relataram intensas lutas na área de Qifa, bastião de poderosas tribos sunitas que buscaram aliança com a unidade local da Al Qaeda, a Ansar al-Sharia, para impedir o avanço dos houthi.
Na cidade de Radda, na mesma província, que passou para as mãos dos houthis neste mês, um carro-bomba que aparentemente tinha como alvo um líder tribal aliado dos houthis foi explodido sem deixar vítimas antes de alcançar seu destino, segundo residentes.
O Iêmen, aliado dos Estados Unidos, faz fronteira com a Arábia Saudita e tem passado por instabilidade política desde que protestos em massa forçaram a saída de seu antigo presidente, Ali Abdullah Saleh, em 2011.
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