A briga pelo poder no tênis brasileiro chegou na última quarta-feira até a polícia. O delegado João Renato Weselowski, do 27º DP, fez cumprir um mandato expedido pelo Dipo (Departamento de Inquéritos e Polícia Judiciária da Capital), de busca e apreensão de documentos na sede da Confederação Brasileira de Tênis, da avenida Paulista.
Cinco policiais permaneceram por mais de três horas no prédio. Copiaram atas de assembléias e arquivos de computadores, além de apreender documentos contábeis. Alguns livros não foram encontrados.
Segundo funcionários da CBT, uma parte dos documentos está guardada na sede do Rio. Foi dado um prazo de cinco dias para que a entidade apresente esses documentos à polícia paulista. Os documentos apreendidos foram levados ao 27º Distrito Policial, no Campo Belo.
A instauração do inquérito foi motivada por notícia-crime apresentada por Jorge Lacerda da Rosa, presidente da Federação Catarinense de Tênis. O dirigente pede investigação de indícios de falsidade ideológica, estelionato, uso de documento falso e formação de quadrilha. São denunciadas a ocultação e manipulação de documentos contábeis, falsificação de atas e simulação de assembléias.
Os alvos da acusação são o presidente da CBT, Nelson Nastás, o vice-presidente jurídico, Antônio Jurado Luque, e o contador Theo Ferreira de Carvalho. Nastás não estava no prédio e não se pronunciou sobre a crise. Ao tomar conhecimento da presença da imprensa, os funcionários da entidade se refugiaram em suas salas.
O superintendente da Confederação, Carlos Alberto Martelotte, foi o único a dar declarações.
- A polícia teve amplo acesso aos documentos e não encontraram nada que justificasse uma apreensão maior.
Polícia cumpre mandato de busca em apreensão na sede da CBT
Quinta, 11 de Março de 2004 às 02:22, por: CdB