Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Polícia cria protocolo para análise de imagens de operações

A delegada Martha Rocha, chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, disse durante coletiva de imprensa, nesta segunda-feira, que a corporação vai criar protocolo para análise de imagens das operações. "O órgão vai estabelecer um protocolo para analisar as imagens das operações com o interesse de avaliar o passado e de projetar o futuro.

Segunda, 13 de Maio de 2013 às 10:10, por: CdB
martharocha.jpg
A delegada Martha Rocha, chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro
A delegada Martha Rocha, chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, disse durante coletiva de imprensa, nesta segunda-feira, que a corporação vai criar protocolo para análise de imagens das operações. "O órgão vai estabelecer um protocolo para analisar as imagens das operações com o  interesse de avaliar o passado e de projetar o futuro. Como não havia essa rotina, permitia que a decisão de analisá-las fosse algo pessoal" declarou a delegada,  ao se referir à operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) em 2012, na Favela do Rola, em Santa Cruz, Zona Oeste da cidade, onde policiais aparecem forjando um auto de resistência. A ação deixou cinco mortos. De acordo com informações do portal G1, na ocasião, uma das vítimas, que estava desarmada, teve o corpo carregado para um bar onde estavam as armas e outros mortos pela operação. A Corregedoria assumiu as investigações sobre a ação, conforme mostrou o Jornal Nacional no sábado. Um vídeo divulgado pelo Jornal Extra mostra policiais civis levando para o local de um tiroteio, o corpo de um homem morto encontrado em outro lugar. Leia a nota na íntegra: "Todas as providências para apurar as circunstâncias da operação da Coordenadoria de Recursos Especiais na Favela do Rola foram tomadas tão logo tomei conhecimento do caso. A Chefia de Polícia Civil não compactua com erros nem excessos que terão punição exemplar, a partir do trabalho da Corregedoria Interna da Polícia Civil. Para dar agilidade ao caso, a Corregedoria também assumiu a investigação dos cinco homicídios provenientes de auto de resistência. Laudos periciais e depoimentos serão analisados com rigor, assim como o tipo de armamento utilizado, o socorro aos feridos e a não preservação do local do crime. A Polícia Civil tem o mesmo interesse da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que é a busca pela verdade. O papel do policial é proteger vidas e agir dentro da lei. O princípio da Polícia Civil é prender e não matar. " Em 16 de agosto de 2012, dois helicópteros sobrevoavam a Favela do Rola em busca de traficantes. Durante a operação, os criminosos se refugiaram no interior de um bar e começaram a atirar em direção à aeronave. Os policiais revidaram. Um dos helicópteros era pilotado pelo comandante Adonis. O tiroteio durou cerca de seis minutos. O helicóptero desceu e os policiais continuaram a gravar a ação com uma câmera colocada no capacete de um deles. Três corpos foram encontrados em um bar. Contudo, havia um homem morto em outra localidade. No vídeo, o policial confirma que ele não estava armado e os policiais do Core carregam o corpo deste homem por cerca de 70 metros e o deixa no bar em que estavam os outros mortos e as armas. Em nota, a chefia da Polícia Civil afirmou que o caso foi registrado como homicídio proveniente de auto de resistência e não fez distinção entre os criminosos armados e o homem encontrado na casa. No dia 16 de agosto do ano passado, a nota da polícia, entretanto, não mencionava mortes, dizia apenas que cinco suspeitos haviam sido baleados. A Polícia Civil afirmou, na noite de sábado, que três dos cinco mortos na operação tinham antecedentes criminais, contudo, declarou que não era possível confirmar, neste mesmo dia, se o homem arrastado estaria entre estes três homens. Desde julho de 2012, Ney está afastado por Adonis devido a excesso de faltas ao trabalho. A Corregedoria abriu sindicância para apurar essas faltas. Ronaldo Ney também é investigado pelo Ministério Público por supostamente ter ficado com R$ 120 mil de um grupo de alunos que pagou por aulas de pilotagem, que não foram dadas. Procurado, Ney não foi encontrado para comentar as acusações.
Tags:
Edições digital e impressa