Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2026

Polícia conclui segunda etapa da reconstituição do caso Amarildo

A Polícia Civil concluiu, a segunda etapa da reconstituição do desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza. Trinta policiais e peritos da Divisão de Homicídios (DH) participaram da simulação. Na noite de 14 de julho, ele foi levado por PMs da UPP Rocinha para uma averiguação.

Segunda, 09 de Setembro de 2013 às 06:53, por: CdB
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A Polícia Civil concluiu, a segunda etapa da reconstituição do desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza
A Polícia Civil concluiu, a segunda etapa da reconstituição do desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza. Trinta policiais e peritos da Divisão de Homicídios (DH) participaram da simulação. Na noite de 14 de julho, ele foi levado por PMs da UPP Rocinha para uma averiguação. Desde então, ele sumiu e não há notícias sobre o seu paradeiro. O delegado Rivaldo Barbosa, titular da DH, acompanhado por peritos, fez a reconstituição do carro da PM que levou Amarildo de Souza. O delegado afirmou  que  esta segunda reconstituição foi muito importante para a compreensão do caso e que não há prazo para  divulgação do laudo. O trajeto foi feito com base no GPS do veículo. O aparelho mostrou que depois de deixar a Rocinha, o carro fez um percurso de quase 2h30 pela cidade. No caminho, o veículo parou três vezes antes de voltar à comunidade. A reconstituição começou por volta das 20h. Dois PMs, o que dirigia o carro e o que estava no banco do carona, participam da ação. Eles estão com os rostos encapuzados. "O policial está explicando o caminho feito por ele, dirigindo o carro, para a reconstituição. Depois, vamos pegar o depoimento que ele deu anteriormente e veremos as contradições", detalhou o delegado. De acordo com informações do portal G1. Segundo Rivaldo, o objetivo é esclarecer toda a dinâmica do evento. "A viatura da unidade (UPP Rocinha) sai da comunidade, faz um trajeto e depois volta para a Rocinha. Estamos tentando ver o que aconteceu nesse meio tempo", explicou Rivaldo. A Delegacia Judiciária da Polícia Militar também acompanha a reconstituição. Para o delegado, "essa é uma diligência imprescindível". "Tão logo seja feita e o perito entregue os laudos, temos a esperança de ter resposta sobre o Amarildo" disse Barbosa. "Vamos juntar o que foi feito dentro da Rocinha e fora da Rocinha para esclarecer esse fato com a maior brevidade possível", comentou o delegado. O delegado da Divisão de Homicídios definiu três vértices da investigação da polícia. " Primeiro, é o caminho do GPS; depois, é o depoimento dos policiais, e por último é o que eles efetivamente fizeram", disse delegado O tenente-coronel Renato Garcia, da Delegacia Judiciária da Polícia Militar (DPJM), disse que a responsabilidade da delegacia é apurar a participação dos policiais militares no ocorrido. Ele disse que o laudo da Polícia Civil pode ser usado para o relatório final da PM, e alertou: "Os policiais podem ser expulsos em caso de culpa comprovada", ressaltou. Na semana passada, a primeira etapa da reconstituição onde foi refeito, na Rocinha, todo o trajeto desde a primeira abordagem dos policiais da UPP ao ajudante de pedreiro  durou mais de 16 horas, entre a noite de domingo e a na segunda-feira. E já é considerada uma das maiores reconstituições já feitas pela Polícia Civil, segundo informou a assessoria da corporação. Cerca de 100 policiais civis participaram da primeira etapa de simulação, além dos 13 PMs da UPP da Rocinha e representantes do Ministério Público. Alguns policiais fizeram a reconstituição com os rostos cobertos, por morarem em áreas consideradas de risco. De acordo com avaliação do comandante geral das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), coronel Frederico Caldas, a situação do major Edson Santos ficou "insustentável" à frente da UPP da Rocinha após o desaparecimento de Amarildo. "Ele é um oficial brilhante, fez um excelente trabalho e, sem dúvida alguma, a questão do Amarildo, sobre policiais que levaram ele para a sede da UPP, de alguma forma sobrecarregou, deixou o major Edson numa situação insustentável", afirmou. O major Edson Santos assumirá o comando do Bope.      
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