Rio de Janeiro, 03 de Novembro de 2026

Polícia começa depoimento de baleados em Copacabana

Quarta, 02 de Janeiro de 2008 às 09:25, por: CdB

A polícia começa a ouvir nesta quarta-feira os depoimentos de pessoas que foram atingidas por balas perdidas no Réveillon em Copacabana. No meio dos fogos que colorem o céu do Rio nos primeiros instantes de 2008, pequenos pontos luminosos diferentes são vistos do alto do Corcovado. Eles aparecem em duas seqüências, numa área próxima à Baía de Guanabara. As imagens foram mostradas para um especialista em armas.

– Parecem ser balas traçantes de fuzil disparadas de semi-automática, pela cadência de fogo e a intermitência entre projétil e projétil e a trajetória também explica o assessor do Viva Rio, Pablo Dreyfus.

Ele diz que mesmo um tiro disparado para o alto pode fazer vítimas.

– Estamos falando de um pedaço de chumbo maciço que pode chegar a até 10 gramas e  que cai a 240km/h na cabeça de uma pessoa. Pode ferir gravemente ou até matar uma pessoa.

A polícia ainda não sabe de onde partiram os tiros que feriram cinco pessoas que estavam em Copacabana durante o réveillon.

Das cinco vítimas, quatro estavam na Avenida Atlântica; duas nas proximidades da Rua Santa Clara, uma perto da Rua Bolívar e a última, uma senhora, de 63 anos, na altura da Rua Figueiredo Magalhães. O quinto baleado foi atingido no ombro quando estava na Avenida Nossa Senhora de Copacabana.

A delegada que investiga o caso disse que nesta quarta-feira vai começar a ouvir vítimas e pessoas que estavam ao lado delas na hora dos disparos. Só a partir desses depoimentos é que os policiais tentarão identificar de onde partiram os tiros.

A polícia também investiga a morte de Elias Gabriel Batista da Silva, de 29 anos, ele foi baleado quando participava do réveillon em Ipanema. De acordo com policiais, ele pode ter se envolvido em uma briga. Elias Gabriel tinha quatro passagens pela polícia, por desacato, desobediência, lesão corporal e resistência.

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