O goleiro Bruno Fernandes e os demais suspeitos de envolvimento no sumiço de Eliza Samudio, ex-amante do jogador, foram levados na manhã desta quinta-feira ao Departamento de Investigações da Polícia Civil, em Belo Horizonte, para colher impressões digitais. O procedimento de identificação criminal é preparatório para o indiciamento do grupo. A polícia prevê terminar o inquérito na próxima quarta-feira. Além de Bruno, foram levados ao DI, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, Dayanne Souza, mulher do goleiro, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, Flávio Caetano de Araújo, Sérgio Rosa Sales e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é o ex-policial suspeito de matar Eliza. O advogado Ércio Quaresma, representante do goleiro Bruno e de outros cinco suspeitos de envolvimento no sumiço de Eliza Samudio, disse que não autorizou seus clientes a participar de identificação criminal no Departamento de Investigações. No início da tarde, a assessoria de imprensa da Polícia Civil afirmou que os suspeitos estariam apenas preenchendo um formulário de vida pregressa. Entre as questões que devem responder, segundo a polícia, estão faixa salarial, número de dependentes e doenças crônicas. Esse formulário, ainda de acordo com a assessoria, será anexado ao inquérito para o procedimento de indiciamento formal dos suspeitos. Bruno raspou a cabeça no presídio. O goleiro pediu para cortar o cabelo na penitenciaria. Ele fez um primeiro corte com máquina com pente 3 (que deixa o cabelo com 10 milímetros de comprimento), mas não ficou satisfeito com o resultado. Em seguida, cortou com o pente 1 (três milímetros), ficando quase careca. Os pedaços de cabelo cortados foram queimados dentro da cela em frente ao Bruno para não serem usados como provas de exames de DNA, segundo a polícia. Luiz Henrique Romão, o Macarrão, também teve os cabelos raspados. O único suposto envolvido que não foi levado ao departamento foi o primo adolescente de do goleiro. Por ter menos de 18 anos, seu processo está separado e ele aguarda julgamento pelo Juizado da Criança e do Adolescente de Contagem. Na acareação entre os primos do goleiro Bruno, Sérgio Rosa Sales e o adolescente J., 17 anos, que confessou participação no sequestro de Eliza Samudio, ex-amante do atleta que está desaparecida desde junho, o menor disse que mentiu no primeiro depoimento porque havia usado drogas. J. disse que não confirmava as informações prestadas anteriormente. – Eu não tive participação de quase nada. Tive participação até no sítio e depois não fiquei sabendo de mais nada. Eu menti porque tinha usado droga antes de vir para Belo Horizonte. No dia que eles me pegaram lá em casa (na casa do goleiro Bruno, no Rio de Janeiro), eu tinha acabado de usar droga. Depois que eu já tinha falado a primeira vez, eu continuei mentindo –, afirmou. O corpo carbonizado encontrado em Cachoeira Paulista, em São Paulo, no dia 26 de junho não é de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno, segundo informações da polícia de Guaratinguetá. O laudo feito pelo Instituto de Criminalística, enviado nesta quarta-feira, identificou o corpo como sendo um homem, segundo os policiais.
Polícia colhe digitais do goleiro Bruno para indiciamento
O goleiro Bruno Fernandes e os demais suspeitos de envolvimento no sumiço de Eliza Samudio, ex-amante do jogador, foram levados na manhã desta quinta-feira ao Departamento de Investigações da Polícia Civil, em Belo Horizonte, para colher impressões digitais. O procedimento de identificação criminal é preparatório para o indiciamento do grupo.
Quinta, 29 de Julho de 2010 às 08:52, por: CdB