Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Polícia Civil indicia cinco por desmoronamento de arquibancada da Fonte Nova

Quinta, 24 de Janeiro de 2008 às 06:58, por: CdB

Cinco pessoas foram indiciadas como responsáveis pelo desmoronamento de parte da arquibancada do Estádio da Fonte Nova, em Salvador (BA), que matou sete pessoas em novembro. Essa foi a conclusão do inquérito policial coordenado pela delegada Marilda da Luz, da Polícia Civil da Bahia.

O diretor geral da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), Raimundo Nonato Tavares, o ex-jogador Bobô; o diretor de competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Virgílio Elísio da Costa Neto; o presidente do Esporte Clube Bahia, Petrônio França Barradas; e o presidente da Federação Baiana de Futebol (FBF), Ednaldo Rodrigues Gomes foram indiciados por homicídio doloso (com intenção de matar). O diretor de operações da Sudesb, Nilo dos Santos Junior, foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção).

Os cinco também foram indiciados por lesões corporais e foram apontados como responsáveis pela queda de parte da arquibancada do estádio. De acordo com a delegada, os indiciados assumiram o risco.

O primeiro laudo da perícia indicou que não havia manutenção na estrutura das arquibancadas.

No inquérito encaminhado ao Tribunal de Justiça do estado, a delegada sugere que seja apurada a responsabilidade da juíza Lícia Pinto Fragoso Modesto, da 2ª Vara de Defesa do Consumidor, que não deu resposta às nove petições encaminhadas pelo Ministério Público Estadual, pedindo a interdição do estádio. A primeira petição foi encaminhada em janeiro de 2006.

Raimundo Nonato, diretor geral da Sudesb, afirmou estranhar a conclusão da delegada e disse que vai acompanhar “com tranquilidade” a análise do inquérito pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Justiça. O presidente da FBF, Ednaldo Rodrigues, também se mostrou surpreso coma conclusão do inquérito. Segundo ele, logo após uma reunião com a delegada em dezembro, na qual entregou 17 pastas com mais de 600 documentos, incluindo laudos do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Vigilância Sanitária, atestando que o estádio estava em condições normais, Marilda da Luz afirmou não ver a federação como culpada, mas apenas como uma intermediária da CBF.

 

Tags:
Edições digital e impressa