Rio de Janeiro, 27 de Maio de 2026

Polícia Civil inaugura laboratório de identificação

Quarta, 11 de Maio de 2005 às 06:46, por: CdB

A Polícia Civil do Rio de Janeiro inaugura, nesta quarta-feira, Laboratório de Identificação e Análise Audiovisual na Acadepol (Academia de Polícia Civil), na Rua Frei Caneca, 162, Centro do Rio. A iniciativa, pioneira no Brasil, faz parte das comemorações dos 197 anos da criação da corporação.

De olho no futuro, o governo do estado inova e lança uma prática que já é comum nos Estados Unidos e na Europa: a união da fonoaudiologia com a investigação criminalística para a solução de crimes.  O laboratório, que será coordenado pela Fundação de Apoio ao Ensino, à Pesquisa e ao Desenvolvimento, da Polícia Civil, contará com equipamentos modernos e sofwares de última geração.

Para a fonoaudióloga Maria do Carmo Gargaglione, com esta iniciativa a polícia está agregando conhecimento às suas atividades.

- A Polícia Civil está tendo uma atitude de vanguarda - elogia Gargaglione, que ocupará o cargo de diretora técnica no novo laboratório.

Um exemplo da ajuda da fonaudiologia na solução de crimes será a identificação, por meio da voz, de um possível agressor.

-  Numa ameaça gravada por telefone, você tem um elenco de suspeitos. Com essa tecnologia você pode comparar a voz padrão da ameaça com a voz dos suspeitos e identificar o autor - explica Maria do Carmo.

Além dessa função, a fonoaudióloga ressalta a importância da análise audiovisual na solução de muitos crimes.

- Teremos vários softwares no laboratório capazes de melhorar a imagem das gravações de vídeo. No caso de uma imagem escura, por exemplo, poderemos clarear e assim identificar o rosto de um suspeito - exemplifica, lembrando o caso dos policiais que assassinaram dois homens no Batalhão de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

-  Havia uma câmera no local do crime, mas não foi possível identificar o número da viatura dos policiais. Com o uso do software específico isso será possível - destaca.

O diretor do Conselho de Pesquisas e Desenvolvimento da Fundação de Apoio ao Ensino, à Pesquisa e ao Desenvolvimento, delegado Renan Bastos Gomes, acredita que o laboratório exercerá um papel importante para a Polícia Civil.

- Queremos que o nosso trabalho atinja um bom nível de respeitabilidade. É com esse objetivo que vamos atuar nas investigações policiais, sem esquecer também da agilidade. A nossa intenção é ajudar a polícia a resolver os crimes o mais rápido possível - afirma, acrescentando que o laboratório também poderá atender à iniciativa privada.

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