Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Polícia Civil faz manifestações pela cidade do Rio

Uma série de manifestações durante a paralisação de 24 horas programada nesta quarta-feira, foi preparada por policiais civis do Rio de Janeiro. A primeira ocorreu pela manhã em frente à sede da Polícia Civil, na Lapa, centro do Rio, com pouca adesão. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio de Janeiro (Sinpol), Fernando Bandeira, afirmou no entanto que 60% do efetivo estão em greve.

Quarta, 21 de Maio de 2014 às 10:18, por: CdB
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Uma série de manifestações durante a paralisação de 24 horas programada nesta quarta-feira, foi preparada por policiais civis do Rio de Janeiro
Uma série de manifestações durante a paralisação de 24 horas programada nesta quarta-feira, foi preparada por policiais civis do Rio de Janeiro. A primeira ocorreu pela manhã em frente à sede da Polícia Civil, na Lapa, centro do Rio, com pouca adesão. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio de Janeiro (Sinpol), Fernando Bandeira, afirmou no entanto que 60% do efetivo estão em greve e percorrem delegacias do Estado para fortalecer o movimento. Foi marcada uma mobilização na Cidade da Polícia, em Benfica, Zona Norte e às 19h, a categoria deve ser reunir na Tijuca, Zona Norte, para decidir os rumos da greve. Dentre os itens da pauta de reivindicações estão, plano de saúde, reajuste de 100% do tíquete alimentação e do vale-transporte, criação de um plano de cargos e salários, incorporação das gratificações e reajuste de 50% no piso dos agentes para diminuir a discrepância com os vencimentos de delegados. Segundo Bandeira, dos cerca de 11 mil policiais, mais de 90% são policiais civis que ganham entre R$800 e R$900, sem as gratificações. Menos de 10% são delegados e ganham em torno de R$ 20 mil. - O salário só vai a R$1,5 mil com as gratificações e aumenta um pouquinho mais nas Delegacias Legais na Core [Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais]. Então é um jogo de salário de acordo com o local onde se está trabalhando - declarou o sindicalista. “Os policiais ficam com medo do delegado titular tirá-los de onde estão e eles perderem a gratificação. Isso cria até divisão entre nós”, disse ele. Ainda segundo Bandeira, cerca de 20% dos agentes têm mais de 60 anos e não se aposentam para não perderem a gratificação. O sindicalista explicou que os agentes em serviço farão operação tartaruga e vão atender somente flagrantes e casos graves como homicídios, latrocínios, assaltos, estupros e danos ao patrimônio público e privado. A Chefia de Polícia Civil informou que mantém diálogo aberto com os representantes da categoria e que as negociações estão em andamento. A instituição garantiu que está monitorando o funcionamento de todas as delegacias do estado para adotar medidas necessárias para o bom atendimento à população. O órgão informou também que o cidadão pode pré-agendar o registro de ocorrência pela internet pelo site. Apenas crimes de roubo de carro e homicídio não podem ser pré-registrados. Bandeira disse que se até o início da Copa do Mundo, o governo do estado não tiver aberto um caminho de diálogo, os policiais civis podem fechar os braços durante o evento. - Queremos evitar problemas com o estado e com a Copa do Mundo e com o Brasil. Passaram-se dois anos e não se resolveu nada e 2014 é um ano importante de eleições - comentou ao explicar que a pauta de reivindicações foi apresentada ao governo em 2012 e até hoje o sindicato não obteve resposta.
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