Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Polícia Civil e Ministério Público fazem operação contra jogo ilegal em Niterói

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), em conjunto com policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, prenderam nesta quinta-feira integrantes de uma quadrilha que explora máquinas caça-níqueis em Niterói, na região metropolitana do Rio. Eles são acusados do homicídio do policial militar Carlos Elmir Pinto de Miranda, ocorrido em 9 de junho de 2012.

Quinta, 07 de Agosto de 2014 às 08:54, por: CdB
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Policiais prenderam integrantes de uma quadrilha que explora máquinas caça-níqueis em Niterói
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), em conjunto com policiais  da Delegacia de Homicídios de Niterói, prenderam nesta quinta-feira integrantes de uma quadrilha que explora máquinas caça-níqueis em Niterói, na região metropolitana do Rio. Eles são acusados do homicídio do policial militar Carlos Elmir Pinto de Miranda, ocorrido em 9 de junho de 2012. Entre os presos estão Marival Gomes da Silva, ex-vereador e ex-secretário de Segurança de Niterói, e Marco Antonio Lira de Almeida, ex-presidente da Escola de Samba Unidos do Viradouro, com sede naquela cidade. Ambos são chefes de grupos que comandam o jogo ilegal em Niterói e foram expulsos da Polícia Civil. Os dois são acusados mandar matar o policial militar, que trabalhava como chefe da segurança de Marcos Lira e recolhia o dinheiro arrecadado com as máquinas caça-níqueis. O crime ocorreu porque Carlos Elmir estava omitindo os valores arrecadados e o número de máquinas existentes em áreas dominadas pelo tráfico. Segundo a denúncia do MP-RJ, o “golpe” foi relatado por um dos homens de Marival, que propôs a execução de Carlos Elmir tendo como condição a sociedade nos caça-níqueis omitidos pela vítima. O crime foi executado por Walter Carneiro da Silva Filho, Nathan Augusto da Silva Pereira, Anderson Luiz Portugal dos Santos e Sandro Borges Soares. Outro homem, Érides Mendes, também participou do homicídio, mas morreu em uma troca de tiros com a vítima. Além dos mandantes, todos foram denunciados por homicídio e formação de quadrilha armada.

Milícia 

Policiais civis  cumpriram na manhã desta quinta-feira 27 mandados de prisão e 90 de busca e apreensão contra uma milícia que atua na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Entre os crimes cometidos pela quadrilha, conhecida como Liga da Justiça, estão a locação e venda ilegal de imóveis do Programa Minha Casa, Minha Vida e a extorsão de moradores que residem em unidades habitacionais do programa. Segundo a Secretaria de Segurança, o grupo obrigava os moradores a pagar por segurança, taxa extra de luz, televisão a cabo clandestina e cestas básicas. Aqueles que se negavam a pagar a quadrilha eram expulsos do condomínio. Os imóveis das pessoas expulsas eram alugados ou vendidos. Segundo a investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), da Polícia Civil, em parceria com as corregedorias das polícias, o Ministério Público e a Secretaria de Administração Penitenciária, aqueles que tentavam retornar às suas casas, ainda que apenas para pegar pertences, eram espancados e até mortos. A quadrilha também é suspeita de praticar roubo, tortura, ocultação de cadáveres, constrangimentos ilegais e injúrias. Ontem, a Divisão de Homicídios da Polícia Civil já havia prendido Marco José de Lima Gomes, conhecido como Gão, e apontado como chefe em exercício do grupo, exercendo a função em lugar de outras lideranças presas. Suspeitos de estupro O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, informou nesta quinta-feira que vai pedir a expulsão sumária dos policiais militares suspeitos do estupro de três mulheres, entre elas uma adolescente, na comunidade do Jacarezinho, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, que ocorreu na madrugada de terça-feira. Por meio de nota, divulgada pela assessoria de imprensa, a Secretaria informou que Beltrame acompanha de perto as investigações. Quatro policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade, suspeitos do crime, estão presos na Unidade Prisional da Polícia Militar (PM). Um inquérito policial-militar também foi aberto pela Corregedoria Interna da PM. Segundo a PM, dois policiais presos confirmaram que houve estupro, mas negaram participação no crime. Na nota, o secretário também “pede desculpas às vítimas e aos familiares por um crime que causa repulsa. As circunstâncias das denúncias contra agentes do Estado só agravam o que já é muito grave. Infelizmente, a polícia não está imune de admitir em seus quadros pessoas que vão trair a missão de servir e proteger”, diz a nota.
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