O chefe da Polícia Civil do Distrito Federal, Laerte Bessa, descartou "em princípio" o envolvimento do professor Mauro Rabelo e da diretoria do Cespe (Centro de Seleção e Promoção de Eventos), da Universidade de Brasília, nas denúncias sobre fraudes em concursos públicos. Mas ressalvou que as investigações continuam.
Segundo o diretor de Comunicação da Polícia Civil, Miguel Lucena, dez concursos públicos e quatro vestibulares de faculdades privadas estão sob investigação desde novembro do ano passado, na Operação Galileu, e mais de 1.500 fitas vêm sendo analisadas.
O chefe da Polícia Civil do Distrito Federal, Laerte Bessa, descartou "em princípio" o envolvimento do professor Mauro Rabelo e da diretoria do Cespe (Centro de Seleção e Promoção de Eventos), da Universidade de Brasília, nas denúncias sobre fraudes em concursos públicos. Mas ressalvou que as investigações continuam.
Segundo o diretor de Comunicação da Polícia Civil, Miguel Lucena, dez concursos públicos e quatro vestibulares de faculdades privadas estão sob investigação desde novembro do ano passado, na Operação Galileu, e mais de 1.500 fitas vêm sendo analisadas.
Prisões
Policiais civís do Distrito Federal chegaram a prender, no fim da noite desta sexta-feira, o diretor acadêmico do Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe) da Universidade de Brasília (UnB), Mauro Luiz Rabelo. Ele foi acusado de fornecer provas e gabaritos para a quadrilha especializada em fraudar concursos públicos em diversos Estados. De acordo com a polícia, o professor é apontado como colaborador próximo da diretora-geral do Cespe, Romilda Macarini, acusada de integrar a "máfia dos concursos".
Na terça-feira os policiais do Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco) prenderam o servidor Hélio Garcia Ortiz, apontando como o líder da quadrilha. Desde domingo, a Operação Galileu prendeu mais de 80 pessoas por participarem ou se beneficiarem do esquema.
O esquema
A investigação sobre o esquema começou no final do ano passado, em outro concurso. Os candidatos pagariam, em troca de aprovação, até 20 vezes o valor do que receberiam mensalmente no cargo. Pelos cálculos da polícia, a quadrilha poderia obter nessa seleção entre R$ 1,5 milhão e R$ 2,6 milhões, já que 52 candidatos teriam acertado com o grupo.
Em troca do pagamento, os inscritos receberiam os resultados da prova antecipadamente ou por meio de equipamentos eletrônicos ou ainda podiam ter os nomes incluídos na lista de aprovados.
O Cespe informou que foram 50.076 inscritos para 368 vagas, o que resulta em uma concorrência de 136 candidatos por vaga. O salário previsto é de R$ 2.627,87.
Os aprovados trabalharão nos presídios federais que estão sendo construídos em Campo Grande (MS), Catanduva (SP) e Cuiabá (MT). A polícia não descarta a possibilidade de a quadrilha estar ligada a organizações criminosas.