O diretor de Departamento de Polícia Especializada, Allan Turnowski, detalhou nesta sexta-feira como serão feitas as novas ações em comunidades do Rio. De acordo com ele, as operações têm sido mapeadas através de localizadores via satélite (GPS) e o objetivo será aplicar o uso da inteligência no combate ao crime organizado, além investir em tecnologia.
- A Polícia Civil do Rio tem resgatado seu respeito e isso é muito importante para esse início de governo. Inclusive os bandidos estão com uma nova postura, que é evitar o enfrentamento, e a população parece estar mais satisfeita com nosso trabalho – garantiu Turnowski.
Depois de 300 policiais civis cercarem por seis horas a favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, durante a megaoperação nesta quinta-feira, o diretor disse estar confiante com o sucesso das próximas ações. Na ocasião, foram detidos cinco traficantes, além de terem sido apreendidas duas armas, drogas, granadas e 26 motocicletas roubadas.
- Pode ter acontecido um vazamento de informação e por isso, o paiol de armas que a polícia achou que iria identificar na Rocinha não foi encontrado – explicou.
Para Turnowski, é gratificante devolver aos proprietários as motos encontradas na Rocinha, porque muitas delas são financiadas e pertencem a trabalhadores, que têm que pagar as prestações, mesmo depois de serem roubados.
- Muitas vítimas são moto táxis e pessoas humildes. Já os bandidos usam as motocicletas para se locomoverem nas vielas estreitas das favelas, onde não passam carros – disse o diretor, que afirmou ser de extrema importância mapear as comunidades antes de qualquer operação.
Para o Turnowski, isso garante o sucesso do trabalho da polícia e evita a possibilidade de existir vítimas. Ele ainda informou que o investimento em tecnologia tem sido grande por parte da Secretaria de Segurança.
- Visamos melhores computadores, carros, helicópteros, armas e equipamentos de interceptação. O caminho é se equipar com tecnologia para que possamos ganhar realmente essa guerra contra o crime. O legado dos Jogos Pan-americanos deixado pelo governo federal tem sido muito importante para a gente – disse o delegado.
Turnowski também explicou que a forma como a polícia é recebida pelo tráfico ao chegar numa favela, determina a postura dos agentes que são obrigados a combaterem os ataques.