Rio de Janeiro, 03 de Maio de 2026

Polícia cerca Rocinha para evitar guerra de traficantes

Cento e cinqüenta homens da Polícia Militar continuam fazendo o policiamento no entorno da favela da Rocinha, em São Conrado, para garantir a segurança da população e dos moradores da comunidade. O objetivo da ação também é evitar confrontos entre facções rivais, após a morte do traficante Bem-Te-Vi. (Leia Mais)

Quarta, 02 de Novembro de 2005 às 11:07, por: CdB

11:39  Douglas Correa
Repórter da Agência Brasil

Rio - Cento e cinqüenta homens da Polícia Militar continuam fazendo o policiamento no entorno
da favela da Rocinha, em São Conrado, para garantir a segurança da população e dos moradores da comunidade. O objetivo da ação também é evitar confrontos entre facções rivais, após a morte do traficante Erismar Rodrigues Moreira, o Bem-Te-Vi, de 25 anos, na madrugada de sábado passado (29), por uma equipe de policiais civis.

Segundo moradores da Rocinha, na última segunda-feira de madrugada vários traficantes teriam sido executados por homens da quadrilha de Bem-Te-Vi que lutam para dominar os pontos de venda de drogas na região. O secretário de Segurança Pública estadual, Marcelo Itagiba, determinou a instauração de inquérito para apurar se houve mortes de traficantes na Rocinha de domingo para segunda-feira.

De acordo com o Chefe de Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, o inquérito foi aberto na delegacia de polícia do bairro da Gávea e o primeiro convocado a prestar depoimento será o presidente da Associação de Moradores da parte baixa da Rocinha, Sebastião José Filho.

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Hudson de Aguiar Miranda, disse que homens da corporação não vão deixar a comunidade, enquanto a tranqüilidade não voltar à região. Ele explicou que devido à geografia da favela, a polícia deve trabalhar mais com o serviço de inteligência para agir com precisão contra o tráfico de drogas. Ele disse que a população da Rocinha, com mais de 150 mil habitantes, "é muito superior a muitos municípios fluminenses".

O policiamento está concentrado principalmente no entorno da favela para evitar que novos tiroteios venham a fechar o túnel Zuzu Angel, a Auto-Estrada Lagoa-Barra e a avenida Niemeyer, principais ligações da zona sul com a Barra da Tijuca, no outro extremo da cidade.

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