A polícia do Camboja prendeu um segurança suspeito de ter planejado a tomada de reféns em uma escola perto dos templos de Angkor Wat, disseram autoridades nesta sexta-feira. No episódio, os agressores acabaram matando uma criança canadense.
O segurança, Ul Samnang, 29, trabalhava em uma loja de souvenires e não participou da tomada da escola internacional de Siem Reap, disse o chefe de polícia da cidade, Phoeng Chenda.
Os quatro sequestradores, todos cambojanos com cerca de 20 anos que acabaram detidos após oito horas de cerco, estão sendo mantidos na cidade turística, que serve de entrada para os famosos templos de Angkor Wat, 200 quilômetros a noroeste de Phnom Penh (capital).
Depois de uma noite de interrogatório, os quatro detidos foram apresentados a repórteres com marcas de violência e sangue.
Armados com um revólver e facas, os homens invadiram a escola na quinta-feira de manhã, primeiro exigindo 1.000 dólares e uma van. Mais tarde a soma foi aumentada para 30 mil dólares, disse a polícia.
- Esse é um grupo de gângsters. Eles realizaram vários roubos e sequestros. Acredito que os enviaremos para a Justiça amanhã de manhã a fim de que sejam acusados formalmente - afirmou Ou Em, chefe do escritório de crimes graves da polícia de Siem Reap.
O garoto canadense morto, de 2 anos de idade, recebeu um tiro na cabeça depois de as negociações para libertar as 29 crianças mantidas reféns terem chegado a um impasse devido à exigência dos sequestradores de receber armas, disse Ou Em.
- Os homens armados pediram que lhes déssemos dinheiro, uma van e granadas. Não concordamos lhes fornecer granadas e armas. Então eles ficaram bravos e deram um tiro na cabeça do menino - contou.
Nesta sexta-feira de manhã, cerca de 20 policiais montavam guarda na frente da escola em meio a uma intensificação do aparato de segurança na região turística.
- Esse incidente nos obrigou a aumentar a segurança, não apenas nos hotéis, mas também nas pousadas e nos restaurantes onde há estrangeiros - disse Noun Bophal, chefe da polícia da Província.