Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) realizaram, nesta terça-feira, uma operação para desarticular uma quadrilha de milicianos em Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio.
Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) realizaram
Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) realizaram, nesta terça-feira, uma operação para desarticular uma quadrilha de milicianos em Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. A Operação Prelúdio II visa cumprir, ao todo, 16 mandados de prisão, sendo um contra um policial militar, e 27 de busca e apreensão.
Segundo o delegado responsável pela operação, Roberto Leão, da Draco, seis pessoas tinham sido presas. Ele informou que ação é importante para os moradores de toda a Zona Oeste. "A gente está tentando enfraquecer a milícia em toda a Zona Oeste da cidade. Essa operação é parte desse processo."
De acordo com informações do portal G1, as investigações tiveram início em meados de 2012 e concluíram que a organização criminosa se formou na região no ano anterior, explorando os moradores com violência. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança, a quadrilha é liderada pelo policial militar André Amaro Melo, que seria, ainda, o terceiro homem na quadrilha do miliciano Toni Ângelo de Souza Aguiar.
Entre os abusos cometidos pelos criminosos estão a exigência de pagamento de taxas de proteção por parte de comerciantes e moradores, monopólio de venda de cestas básicas e botijões de gás, agiotagem, esbulho de residências , exploração de TV por assinatura, entre outras coisas. O grupo controlaria, ainda, os jogos de azar na região e os transportes alternativos de van e moto táxis.
Ainda de acordo com a Secretaria de Segurança, a quadrilha seria responsável por assassinar moradores que não se submetem às regras, testemunhas dos delitos ou outros criminosos que atuam no bairro. "Eles são bem violentos com as vítimas. Há relatos de testemunhas de que eles jogaram até mesmo sangue na cama de uma pessoa que não pagou as taxas", afirmou o delegado Roberto Leão.
Além de agentes da Draco e de outras unidades especializadas e distritais, a Operação Prelúdio II tem apoio da Subsecretaria de Inteligência (SSINTE) da Secretaria de Segurança, da Primeira Central de Inquéritos do Ministério Público Estadual e da Corregedoria da Polícia Militar.
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