Polícia acelera investigação da chacina de Duque de Caxias
A Polícia Civil do Rio informou nesta quinta-feira que continua acelerando as investigações para chegar aos assasinos dos cinco jovens mortos a tiros na chacina no Parque Paulista, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, na última segunda-feira.
Segundo os policiais, parentes das vítimas e testemunhas já foram ouvidas em delegacia especializada
A Polícia Civil do Rio informou nesta quinta-feira que continua acelerando as investigações para chegar aos assasinos dos cinco jovens mortos a tiros na chacina no Parque Paulista, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, na última segunda-feira.
Segundo os policiais, parentes das vítimas e testemunhas já foram ouvidas em delegacia especializada e agentes realizam diligências em busca de outras testemunhas e imagens de câmeras de segurança que possam ter registrado o fato. Por enquanto, nenhuma linha de investigações foi descartada. Os jovens tinham entre 12 e 18 anos.
Os corpos dos cinco jovens foram enterrados no início da tarde desta quarta-feira, no Cemitério Nossa Senhora de Fátima, em Duque de Caxias. Conforme relato de moradores, que não quiseram se identificar com medo de represálias de criminosos da região, ainda não há qualquer informação sobre os assassinatos, ocorridos na última segunda-feira.
Os corpos foram velados na igreja Pentecostal Restaurando Vidas, próximo ao local onde morreram. Durante o enterro, parentes das vítimas diziam que todos eram inocentes e negavam envolvimento deles com o tráfico de drogas. O único sobrevivente é um menino de 12 anos. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, ele segue internado no Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, com quadro estável. A criança está lúcida, mas não tem previsão de alta.
Recompensa
O Portal dos Procurados do Disque-Denúncia aumentou a recompensa oferecida por informações que levem à prisão do traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, chefe do tráfico de drogas do Complexo da Pedreira, em Costa Barros, zona norte do Rio de Janeiro. A recompensa, que era de R$ 2 mil, passou para R$ 20 mil.
Segundo investigações, traficantes das comunidades da Rocinha, do Vidigal, do Complexo do Caju e do Morro dos Macacos, teriam reforçado o poder do tráfico de drogas naquela localidade. A região, que é composta pelas comunidades da Pedreira, Lagartixa, Quitanda, Final Feliz e Terrinha, seria atualmente o quartel-general da facção Amigo dos Amigos (ADA).
Celso Pinheiro Pimenta é atualmente um dos criminosos mais procurados pela polícia do Rio. Ele é o último remanescente da quadrilha de Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom, que durante anos aterrorizou moradores do Rio, invadindo residências para assaltar. Pedro Dom, um jovem de classe média que mergulhou no crime, foi morto pela polícia na Lagoa Rodrigo de Freitas, na capital fluminense, em 2005.
Quem tiver alguma informação a respeito da localização e paradeiro de Celso Pinheiro Pimenta e de sua quadrilha pode denunciar enviando uma mensagem de texto, vídeo ou fotos para o aplicativo de mensagens do WhatsApp do Portal dos Procurados (21) 96802-1650, ou entrar em contato com a Central Disque-Denúncia pelo (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177, para quem estiver fora da capital. O anonimato é garantido.
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