Rio de Janeiro, 15 de Abril de 2026

Polêmica aumenta com a estréia de <o>O Código da Vinci</i> nos cinemas

Terça, 16 de Maio de 2006 às 05:41, por: CdB

Não podia-se esperar um resultado diferente, que não fosse a polêmica, de uma produção cinematográfica milionária que envolvesse uma prelazia da igreja católica em uma trama de assassinato e mistério sobre um capítulo da história do catolicismo. É o caso do suspense <i>O Código da Vinci</i>, que traz para as salas de cinema, este mês, a adaptação de um dos maiores best-sellers da literatura contemporânea.

O filme, produzido por Sony-Columbia, é protagonizado pelos atores Tom Hanks e Audrey Tautou, apresenta a poderosa prelatura do Opus Dei como o "mau" e que chega a assassinar para defender um segredo.

E a polêmica aumenta a cada dia. A influente prelazia da igreja católica Opus Dei, centro da trama do filme, protagonista de uma verdadeira ofensiva contra <i>O Código da Vinci</i>, defendeu o direito de protestar contra "as agressões" do diretor do filme, Ron Howard.

Não convém perder de vista a realidade da situação: este filme é ofensivo para os cristãos; Howard representa o agressor, e os católicos são vítimas de uma ofensa - afirmou, em comunicado, o porta-voz em Roma da Opus Dei, Manuel Sánchez Hurtado.

Ao aproximar-se da estréia mundial do filme, neste mês, vários cardeais, entre eles o prefeito da Congregação para o Culto, o cardeal Francis Arinze, se pronunciaram contra e pediram que se impeça sua distribuição.

O presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, cardeal Paul Poupard, acusa o romance em que foi baseado o filme de "distorcer" a história da Igreja e de "confundir realidade com ficção".
Outro cardeal, o espanhol Julián Herranz, membro do Opus Dei, desqualificou o livro e o filme, por seu estilo "saído da máfia", e pediu que seja ensinado a seus autores diferençar entre verdade e mentira.

Para Tom Hanks o seu novo filme não merece tanta polêmica quanto está causando e acusa os críticos de estarem cometendo um "grande erro" por isso. O ator reprova o boicote ao filme, sugerido por alguns membros da Igreja Católica em todo o mundo.

- Sempre soubemos que haveria um segmento da sociedade que não aprovaria o filme. Mas, se as pessoas levarem ao pé da letra qualquer tipo de filme, principalmente uma megaprodução, estarão cometendo um grande erro. Trata-se de uma estória genial e que diverte muito. É baseada nos diálogos, que são inofensíveis - afirma.

O responsável pela direção do longa-metragem é Ron Howard, que assumiu a difícil missão de adaptar um best-seller de tramas e conspirações. O tom de suspense é dado pelo grande número de conhecidos profissionais que envolvem a produção.

Na trama, um assassinato é o estopim para toda a ação e investigação durante o filme. Acusado de um crime que não cometeu, Robert Langdon, interpretado por Hanks, se une a Sophie Neveu, vivida por Audrey Tautou, para desvendar o que verdadeiramente aconteceu com Jacques Saunière, curador do museu do Louvre em Paris.

Mensagens ocultas nas obras do artista Leonardo da Vinci e um mistério que pode modificar tudo o que se tinha conhecimento na história da Igreja Católica apimentam a história, que toma proporções inimagináveis.

As filmagens foram feitas em sua maioria no próprio museu do Louvre e na França, onde se passa grande parte da ação. Quadros famosos como a <i>Monalisa</i>, citados exaustivamente no filme, não puderam ser gravados diretamente à luz artificial da câmera. Foram criadas réplicas para reproduzir essas obras centenárias que "participam" do longa-metragem.

O lançamento <i>O Código da Vinci</i> é acompanhado de uma massiva divulgação feita pelo estúdio de produção. Para acessar partes do site oficial do filme, é preciso desvendar códigos e ter um bom embasamento sobre conhecimentos gerais.

O fime vai abrir o Festival de Cannes no dia 17 de maio. O filme chega aos cinemas franceses no mesmo dia de sua apresentação em Cannes e, no dia 19 de maio, será lança

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