Levantamento do Instituto Data Popular, feito com base em dados da Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE e publicada hoje pela Folha de S.Paulo constitui mais uma prova inconteste da verdadeira transformação social promovida no país durante os oito anos de governo Lula. O estudo mostra as conquistas da nova classe média, a classe C, nesta era Lula.
Composta por 94,9 milhões de brasileiros - 50,5 % da nossa população - a classe C é hoje a principal consumidora de eletrônicos e eletrodomésticos do nosso país, desbancando as classes A e B. Ela fechará o ano como responsável por 45% do faturamento deste segmento da economia enquanto as classes A e B responderão por 37%.
Entre os principais bens de consumo, o computador figura como o item de maior crescimento na preferência dessa classe média. O número de residências com computador no país passou de 14% em 2002, para 34% em 2009. Como bem afirma o economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Neri, "parte dessa classe C é composta por pessoas que ascenderam socialmente, e antes não tinham um computador ou uma televisão de plasma".
Aumento do emprego e da renda explicam ascensão
Segundo Renato Meirelles, do Data Popular, o crescimento do poder de compra da nova classe média brasileira deve-se principalmente ao aumento do emprego formal e à forte expansão do crédito. Ou seja, os dados confirmam a extraordinária melhoria social no país nesses oito anos de governo Lula.
Durante seus dois mandatos presidenciais, foram gerados mais de 14 milhões de empregos, 28 milhões de pessoas saíram da pobreza e 13 milhões de famílias obtiveram garantia de renda mínima, resultados obtidos, dentre outros, por programas como Fome Zero, o Bolsa Família e o Luz para Todos que levou energia elétrica a 2 milhões de moradias na área rural.
Renato Meirelles afirma, também, que a ampliação do consumo cresceu em todas as classes brasileiras, embora tenha sito mais intensa nesta faixa da população cuja renda varia de R$ 600,00 a R$ 2.099,00. Vale destacar que em 2002, o topo da pirâmide - as classes A e B - era responsável por 55% dos gastos com consumo.
Excelentes previsões
No início do governo Lula, a classe C representa apenas 27% do público consumidor de eletrodomésticos e eletrônicos. A inversão desta realidade, portanto, deve ser comemorada por todos nós. E mais: as previsões são excelentes. Tudo indica que a classe C se consolidará como a principal consumidora do país, chegando a 50% do público comprador.
De acordo com Elaine Brito, do Programa de Administração do Varejo (PROVAR), nos próximos anos, a tendência é a ascensão, também, da classe D a extratos sociais superiores e o fortalecimento do seu poder de consumo. Hoje, as classes D e E são responsáveis pela compra de 18% destes segmentos de eletrônicos e eletrodomésticos.