A pobreza na Argentina se reduziu a 40,2 % dos 37 milhões de habitantes no segundo semestre de 2004, de acordo com informações governamentais divulgadas nesta terça-feira.
A queda pode ser considerada importante, levando-se em conta os 57,5 % de pobres no país em outubro de 2002, quando a maior crise da história do país castigou à população.
A melhoria no indicador mantém o país em uma delicada situação social, a qual o presidente Néstor Kirchner descreve como "um inferno" para um país que não costumava sofrer com pobreza nem com indigência.
A expansão da economia, que melhorou as condições de vida da população por meio da criação de empregos e aumento de salários, levou recuperação do indicador, ainda longe dos 26,7 % de outubro de 1999.
A economia argentina cresceu 8,8 % em 2003 e em 2004, depois de recuar 10,9 % de 2002. O desemprego recuou de níveis superiores a 25 % e está em 12,1 %.
O grande salto para os níveis de pobreza na Argentina veio com a inflação desatada pela devalorização da moeda local, em janeiro de 2002.
Os preços ao consumidor subiram 41 por cento em 2002, levando a pobreza de 35,9 % em outubro de 2001 a 57,5 % no mesmo mês de 2002.
Uma família com quatro membros deve receber cerca de 268 dólares para não ser considerada pobre.