O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva disse, no primeiro pronunciamento após a confirmação de sua vitória, que os pobres serão prioridade no segundo mandato.
- Os pobres terão preferência em nosso governo. As regiões mais empobrecidas terão mais atenção. Queremos tornar o Brasil mais justo, econômica e socialmente - destacou Lula.
Ele completou, sob aplausos:
- As bases estão construídas, não temos mais tempo a perder.
O presidente disse contar com o apoio dos governadores eleitos e partidos derrotados para conquistar esses avanços.
- Os adversários são as injustiças sociais e a miséria. Temos que fortalecer o país - sublinhou.
Já a reforma política, garantiu Lula, terá preferência no primeiro ano do segundo mandato. A proposta será discutida junto ao Congresso Nacional, segundo ele. Neste segundo mandato, Lula também afirmou que a relação com Congresso Nacional deverá ser mais próxima. Ele pretende conversar com todas as forças políticas do Senado e da Câmara dos Deputados até o final de dezembro.
- Aprendemos lições importantes na relação com o Congresso neste primeiro mandato. Por isso, irei interferir mais diretamente nas negociações com o Legislativo - disse.
Para o presidente, o Congresso tem "muitas cabeças pensantes", o que é bom para a democracia.
- Quero chamar todos para uma conversa. E não haverá veto a ninguém. Se essa pessoa não quiser conversar, gostaria de saber o porquê - disse.
Para completar, Lula afirmou:
- O Legislativo precisa trabalhar em prol das causas do povo.
Antes do pronunciamento do presidente, o porta-voz André Singer informou que o candidato derrotado Geraldo Alckmin telefonou para Lula para cumprimentá-lo pela vitória.