Rio de Janeiro, 28 de Abril de 2026

Pobres se unem em grupo de 110 países

Países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, representando cerca de 70% dos 149 Estados da Organização Mundial do Comércio (OMC), insistiram nesta sexta-feira que qualquer novo acordo sobre o comércio global deve fundamentalmente levar em conta seus interesses. No que pode ser o primeiro passo para a criação de uma nova aliança dos países em desenvolvimento, os 110 Estados disseram que trabalhariam em conjunto para "desenvolver uma abordagem comum" em assuntos da rodada de Doha da OMC para a liberalização do comércio. (Leia Mais)

Sexta, 16 de Dezembro de 2005 às 10:05, por: CdB

Países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, representando cerca de 70% dos 149 Estados da Organização Mundial do Comércio (OMC), insistiram nesta sexta-feira que qualquer novo acordo sobre o comércio global deve fundamentalmente levar em conta seus interesses. No que pode ser o primeiro passo para a criação de uma nova aliança dos países em desenvolvimento, os 110 Estados disseram que trabalhariam em conjunto para "desenvolver uma abordagem comum" em assuntos da rodada de Doha da OMC para a liberalização do comércio.

O grupo une o G20, liderado por Brasil e Índia, com o G90, grupo que representa os países mais pobres do mundo, majoritariamente importadores de alimentos.

- Essa é uma maneira pragmática de encontrar soluções em comum para países em desenvolvimento. Nós não estamos criando um confronto norte-sul - disse o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, a uma entrevista coletiva no encontro da OMC em Hong Kong.

O sexto encontro ministerial da OMC, que termina no domingo, tem tido dificuldades para progredir em assuntos essenciais da rodada, incluindo cortes a subsídios agrícolas nos países ricos e nas tarifas de importação de bens agrícolas e industriais. Organizações não-governamentais (ONGs), que fazem campanha pelos países em desenvolvimento, como a britânica ActionAid e a agência católica Cafod, aplaudiram o gesto dizendo que isso daria mais peso aos países em desenvolvimento nas negociações.

Os países em desenvolvimento disseram que pressionariam por uma remoção das distorções comerciais, como os subsídios, que restringem o crescimento dos países mais pobres. Ao mesmo tempo, eles afirmaram que lutarão para impedir que países em desenvolvimento sejam forçados a aceitar condições que possam restringir sua capacidade de ditar a própria política econômica.

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