Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

PNE: escola para todos

Sexta, 15 de Julho de 2011 às 07:27, por: CdB

Universalização do atendimento escolar até 2020 abrangendo os ensinos fundamental (para crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, com duração de nove anos) e médio (15 a 17 anos) é palavra de ordem para os entrevistados deste blog. Há muito o que fazer nesse sentido. Segundo o ministro Fernando Haddad (Educação), 2% dos alunos do fundamental ainda estão fora das salas de aula na faixa etária prevista.

A historiadora Selma Rocha, coordenadora da Comissão Nacional de Educação do PT e diretora da Fundação Perseu Abramo (FPA), ressalta que o Brasil conta com 32 milhões de estudantes no ensino fundamental, mas apenas 7 milhões no médio. Para a historiadora, esse “fosso” entre brasileiros comprova a urgente necessidade de revermos o modelo da escola no país.

Para ela, o norte, agora, é oferecer uma educação de mais qualidade e muito mais atrativa para os jovens. “Precisamos de uma escola que ultrapasse o atual estado de reprodução de informações e que se centre no pólo da investigação e da criação do conhecimento”, propõe a historiadora.

Escolarização na idade correta

Há muito mais em jogo. Uma questão que também está sendo levada em conta é a escolarização na idade correta. Em 2009, a taxa de escolarização líquida (alunos na faixa etária prevista) do ensino médio foi de 50,9%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE). Com o novo PNE o objetivo, agora, é atingir 85% até o final da década.

As estratégias em discussão no PNE para se chegar a esse objetivo passam pela ampliação dos turnos diurnos e noturnos, planejamento da distribuição territorial dos colégios, além da educação em período integral em, pelo menos, 50% das escolas públicas de educação básica do país.

“O que está em jogo é qual modelo de desenvolvimento queremos para os próximos anos”, afirma Selma. “Queremos uma sociedade que só consuma bens materiais ou que consuma também bens culturais?” questiona ela. Para Vanhoni, está na hora de o país apostar na formação profissional combinada com o ciclo básico.

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