O interesse tanto da TIM quanto da GVT em parceria com a Telebrás, também manifestado esta semana por seu presidente Amos Genish, em coletiva à imprensa, mostra que a reativação da estatal foi uma decisão correta do governo Lula. É fato que a sua entrada em cena como alavanca do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) atrasou em função da demora nos acordos com as elétricas e a Petrobras. Estava em pauta a possibilidade de a Telebrás utilizar suas fibras ópticas, e as restrições orçamentárias.
Mas os problemas começam a ser superados. O acordo com as elétricas foi firmado. Já, o da Petrobras está "na boca do forno", segundo disse Rogério Santanna, presidente da Telebrás, em entrevista ao site Tele.Síntese. Quanto aos recursos contigenciados relativos ao ano passado, de R$316 milhões, eles começarão a ser liberados a partir do final deste mês.
Além disso, a presidenta Dilma Rousseff, em conversa com o ministro do Planejamento, Paulo Bernanrdo, anunciou sua disposição de investir R$ 1 bilhão por ano na Telebrás, entre 2011 e 2014, para dotar o país de uma infraestrutura de banda larga de maior velocidade e qualidade.
O governo precisa correr com o PNBL para não perder o bonde em relação aos países que já estão executando seus programas com metas arrojadas: os Estados Unidos, por exemplo, querem chegar a 2020 com 100 milhões de domicílios conectados a velocidades de 100 Mbps.
Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026
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