A morte de mais um policial militar, nesta quinta-feira, reacendeu a polêmica sobre o uso de coletes à prova de balas. Isso porque os modelos distribuídos nos batalhões são considerados inadequados para a realidade de violência no Rio, não protegem contra tiro de fuzil, arma de maior impacto usada pelos traficantes.
Os policiais vão para às ruas usando um colete modelo III A, que segura apenas disparos de calibres 9 mm, 38, 40 e 45 - armas consideradas de pouca potência.
A proteção mais adequada seria com placa balística de cerâmica. O material, apesar de pesado, cerca de 15 kg, é considerado o único apropriado para segurar tiro de fuzil, segundo especialistas.
A Polícia Militar informou que não iria fornecer a quantidade de placas disponíveis nos batalhões, mas que o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) teria material suficiente para toda a unidade.