Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2026

PMs suspeitos de matar menino de 3 anos são transferidos para batalhão em Benfica

Após ficarem presos administrativamente no 6º BPM (Tijuca), os dois policiais militares suspeitos de matar o menino João Roberto Amorim Soares, 3 anos, na noite do último domingo durante uma perseguição policial na Tijuca, Zona Norte, foram transferidos na madrugada desta quarta-feira para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, subúrbio da cidade. Sérgio Cabral definiu o caso como ‘uma atrocidade, um erro fatal, uma completa incapacidade de discernimento’.(Leia Mais)

Quarta, 09 de Julho de 2008 às 07:19, por: CdB

Após ficarem presos administrativamente no 6º BPM (Tijuca), os dois policiais militares suspeitos de matar o menino João Roberto Amorim Soares, 3 anos, na noite do último domingo durante uma perseguição policial na Tijuca, Zona Norte, foram transferidos na madrugada desta quarta-feira para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, subúrbio da cidade.

Os dois policiais tiveram, na noite de terça-feira, a prisão temporária de 30 dias decretada pelo pelo juiz de plantão no Tribunal de Justiça do Rio Ricardo Rocha.

Ainda na terça-feira o governador Sérgio Cabral falou pela primeira vez, sobre a morte de um menino de 3 anos. Ao inaugurar o primeiro telecentro da Secretaria de Segurança, que será usado na capacitação e reciclagem de membros da corporação, Cabral definiu o caso como ‘uma atrocidade, um erro fatal, uma completa incapacidade de discernimento’. 

– A perda de um filho é algo que não dá pra se medir, se mensurar. Custei a dormir esta noite com a imagem do pai do menino, pelo seu depoimento, seu desespero, seu sofrimento. Foi um erro fatal, uma incompleta capacidade de discernimento, uma atrocidade cometida contra inocentes, vítimas da incompetência dos dois policiais que abordaram o carro – disse Cabral.

De acordo com o governador, os dois policias já estão presos e responderão não só do ponto de vista administrativo, mas também do ponto de vista criminal pelo caso. 

– Não é possível atirar em um veículo fechado, sair alvejando um veículo assim. A ação foi completamente fora da orientação dada pelo comando da polícia. Estão fora da PM, não tem conversa, uma família foi metralhada. E vão para fora quantos forem necessários, seja por extorsão, seja por matar inocentes. São dois assassinos – completou.

Em seguida, o governador lembrou que é preciso investir na capacitação dos membros das polícias militar e civil. 

– Precisamos investir cada vez mais na qualificação destes profissionais. A nossa política é em defesa do cidadão, é de enfrentamento ao crime organizado, uma política que a sociedade clama, mas não é para matar inocentes – finalizou.

Tags:
Edições digital e impressa