A defesa dos tenentes-coronéis da Polícia Militar Gilmar Campos Silva e José Robson Figueiredo ingressou com pedidos de habeas-corpus na 11ª Vara Especializada da Justiça Militar. Presos na última sexta-feira (6), os oficiais são acusados de envolvimento com a máfia dos combustíveis.
O requerimento foi encaminhado à juíza substituta Flávia Catarina Amorim e aguarda parecer do Ministério Público Estadual. A prisão de ambos foi requisitada pelo coronel Leovaldo Salles, encarregado do inquérito policial militar (IPM) sobre o caso.
Em entrevista coletiva, ele justificou a medida como forma de proteger as testemunhas de acusação.
- Queríamos evitar possíveis interferências na manifestação das testemunhas - explicou o coronel, que confirmou terem sido relatadas 'ameaças de agressão'.
No despacho em que concedeu a prisão preventiva dos oficiais, o juiz Pedro Sakamoto menciona o fato.
- Nos autos há elementos que denotam a crível ameaça perpetrada pelo tenente-coronel José Robson Figueiredo - anotou.
Aberto em outubro de 2002, após a conclusão do inquérito da Polícia Federal sobre o esquema de contrabando e adulteração de combustíveis, o IPM deverá ser concluído dentro de 20 dias - nesta semana, quatro testemunhas-chave foram ouvidas.
Campos Silva e Figueiredo são apontados como parte da estrutura oficial de fiscalização que, cooptada pela máfia, facilitava o trânsito do combustível adulterado. Segundo Sales, há indícios e provas da participação de outros oficiais no esquema, que teria rendido mais de US$ 200 mil aos policiais envolvidos.
Uma fonte ouvida pela reportagem do Diário confirmou os depoimentos recentes teriam confirmado ainda mais as suspeitas contra os tenentes-coronéis.
- A cada dia que passa, está mais difícil para eles - disse.
PMs podem ser soltos pela Justiça no Mato Grosso
Quinta, 12 de Fevereiro de 2004 às 02:51, por: CdB