Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

PMs flagrados em vídeo roubando e batendo em manifestantes são presos

A Polícia Militar determinou a prisão administrativa de quatro policiais suspeitos de agressão e roubo durante manifestação no último domingo, na Tijuca, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Os quatro são soldados e ficarão presos no Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos, por ordem do comandante da unidade.

Quarta, 16 de Julho de 2014 às 08:54, por: CdB
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Os inquéritos policiais-militares foram abertos depois que vídeos e fotos divulgados na imprensa e mídias sociais
A Polícia Militar determinou a prisão administrativa de quatro policiais suspeitos de agressão e roubo durante manifestação no último domingo, na Tijuca, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Os quatro são soldados e ficarão presos no Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos, por ordem do comandante da unidade. Os inquéritos policiais-militares foram abertos depois que vídeos e fotos divulgados na imprensa e mídias sociais flagraram soldados agredindo jornalistas e manifestantes. Um soldado é suspeito de agredir o cinegrafista canadense Jason O'Hara. O jornalista foi chutado no rosto quanto estava sentado no chão. Outro é suspeito de ter roubado uma câmera do jornalista canadense. Um terceiro soldado é suspeito de agredir o repórter fotográfico do Portal Terra Mauro Pimentel. As fotos do jornalista mostram o momento em que o suspeito agrediu Pimentel com um cassetete. O quarto soldado preso é acusado de chutar duas vezes uma jovem manifestante. Ele chegou a ser contido por colegas depois da agressão. Segundo o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, 15 jornalistas que faziam a cobertura do protesto foram agredidos por policiais ou ficaram feridos com armas não letais usadas pelos agentes.

Habeas corpus 

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro obteve sete habeas corpus para ativistas que foram presos no sábado na Operação Firewall, que cumpriu 26 mandados de prisão e dois de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Com as decisões, o total de manifestantes que deverão ser libertados chega a 13. A defensora acredita que os ativistas devem sair do Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, onde estão presos, nesta quarta-feira. A coordenadora do Plantão Judiciário Noturno da Defensoria Pública, a defensora Thaisa Guerreiro, informou à Agência Brasil que entre os os beneficiados estão: Rebeca Martins de Souza, Bruno de Souza Vieira Machado, Emerson Raphael Oliveira da Fonseca, Pedro Brandão Maia, Felipe Frieb de Carvalho, Filipe Proença de Carvalho Moraes e Rafael Rêgo Barros Caruso. - Esses foram os que procuraram a Defensoria Pública e que não estavam com advogados - disse. Segundo a coordenadora, a defensoria foi procurada pelas famílias desses manifestantes no sábado, depois que eles foram presos por suspeita de envolvimento em atos de vandalismo durante manifestações no Rio. No mesmo dia, os defensores públicos do Plantão Judiciário Noturno, do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) e do Núcleo de Custódia da Defensoria entraram com os pedidos de soltura, que foram negados pela desembargadora de plantão no Tribunal de Justiça, Sandra Santarém. O processo foi distribuído para a 7ª Vara Criminal e o desembargador Siro Darlan decidiu pelos habeas corpus, que faziam parte de cinco processos. Além dos ativistas atendidos pela Defensoria Pública, mais seis, defendidos por outros advogados, já foram beneficiados, levando a um  total de 13 manifestantes liberados. A defensora Thaisa Guerreiro disse que agora será feita uma avaliação para verificar se há outros mandados de prisão contra os ativistas. Somente depois dessa avaliação é que eles podem ser libertados. “Vai ser consultado um sistema chamado Sarc - Polinter, para saber se eles têm algum outro mandado de prisão expedido por outro motivo, por algum juiz, que impeça a soltura deles. Feita esta consulta, estando tudo ok, eles são liberados”, explicou.  
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