Rio de Janeiro, 24 de Outubro de 2026

PMs do Rio vão passarão por treinamento com armas não letais

Para tentar reduzir casos de morte de inocentes durante ações da Polícia Militar contra o crime organizado, cerca de 25 homens do Grupo de Ações Táticas da PM do Rio de Janeiro começaram nesta quarta-feira um treinamento específico sobre uso de armas não letais. De acordo com o comandante da corporação, coronel Gilson Pitta, a previsão é de que até o fim de agosto os integrantes dos 19 batalhões da capital tenham recebido os conhecimentos, e até outubro, o contingente das 39 unidades do Estado. (Leia Mais)

Quarta, 23 de Julho de 2008 às 10:07, por: CdB

Para tentar reduzir casos de morte de inocentes durante ações da Polícia Militar contra o crime organizado, cerca de 25 homens do Grupo de Ações Táticas da PM do Rio de Janeiro começaram nesta quarta-feira um treinamento específico sobre uso de armas não letais. De acordo com o comandante da corporação, coronel Gilson Pitta, a previsão é de que até o fim de agosto os integrantes dos 19 batalhões da capital tenham recebido os conhecimentos, e até outubro, o contingente das 39 unidades do Estado.

Neste período, também serão distribuídos kits com 86 itens – como sprays de pimenta, granadas de luz e som, de gás lacrimogêneo e munições de borracha – nos batalhões. O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, que assistiu ao treinamento da primeira turma durante a manhã, destacou que caberá aos policiais envolvidos nas ações optarem pelo tipo de arma que será empregada, deixando como última opção o uso de armamento letal, como os fuzis.

– O que se está fazendo aqui não é subtrair a capacidade de defesa e de atuação do policial, mas estamos dando a ele mais um instrumento para que, com o treinamento, possa avaliar o quê, quando e como usar – analisou.

Ele ressaltou, no entanto, que os policiais envolvidos em incursões em áreas consideradas de risco, não terão que se preocupar com essa escolha, porque trata-se de operações planejadas, maciças e previamente programadas.

Beltrame afirmou ainda que todos os PMs do Rio também vão receber treinamento de abordagem e de tiro no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). O secretário disse que o início desses treinamentos estava previsto para o mês de setembro, mas foi antecipado porque era preciso dar uma resposta rápida à sociedade depois dos casos de violência praticados contra cidadãos comuns envolvendo a PM.

O caso do menino João Ricardo – de três anos, que acabou morto após policiais terem confundido o carro em que estava com a mãe e o irmão, de 9 meses, com o de assaltantes em fuga – também foi relembrado pelo secretário. Mais uma vez, Beltrame disse que o ocorrido foi “desastroso e imperdoável”.

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