Rio de Janeiro, 04 de Fevereiro de 2026

PMs da orla carioca ficam à pão e água

Quinta, 12 de Julho de 2007 às 08:00, por: CdB

Os policiais militares que estão fazendo o patrulhamento ostensivo na orla de Copacabana, na Zona sul do Rio, durante o Pan 2007, são mantidos num regime forçado. Durante as 12 horas de trabalho diário, os policiais passam o dia numa dieta quase à base de pão e água. Em vez de almoço, eles têm direito apenas a uma ração fria composta por sanduíche, refresco, água, biscoito e uma fruta.

— Só podemos deixar o posto que ocupamos em casos de flagrantes. Caso alguém venha pedir nossa ajuda, em caso de um assalto, por exemplo, a gente orienta a vítima a procurar a delegacia ou aciona por rádio uma outra patrulha — explicou um PM.

Desde o início da operação de segurança do Pan, os policiais militares estão trabalhando no regime de 12 horas de serviço por 24 horas de descanso. O turno começa às 8h.

Para ir ao banheiro os policiais também “têm de dar o seu próprio jeito”. Os três homens que costumam ficar numa patrulha fazem uma espécie de revezamento, e procuram os bares, restaurantes ou lojas mais próximos.

Registros devem aumentar na 12ª DP

Por conta do policiamento ostensivo para o Pan, a orla tem ao menos uma patrulha em cada esquina e em pontos estratégicos nas principais ruas da Zona Sul, onde está concentrada a rede hoteleira da cidade.

A delegada titular da 12ª DP (Copacabana), Monique Vidal, explicou que o número de registros deve começar a aumentar a partir deste fim de semana, quando começa o Pan. Durante os jogos, a delegacia será transformada num dos Núcleos de Atendimento ao Turista (NAT).

— Vamos concentrar as ocorrências com turistas na orla. Com isso, o movimento deve aumentar. Nos últimos dois dias, por causa da greve dos agentes, apenas 30% dos funcionários estavam trabalhando, foram poucos os registros. Na região, a maioria dos casos é de furto — informou.

Nas delegacias da cidade, por causa da greve dos policiais civis, suspensa no início da tarde desta quarta-feira, o número de queixas diminui. Na 12ª DP (Copacabana), até as 14h não havia qualquer ocorrência registrada.

— Não sei dizer se isso se deve ao policiamento reforçado na orla. As pessoas sabiam que a gente estava em greve. O movimento só deve começar a voltar ao normal nesta quinta-feira”, calculou um agente que não quis se identificar.

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