Rio de Janeiro, 06 de Outubro de 2026

PMDB tenta minimizar fogo amigo disparado por Passarinho

O PMDB tentou minimizar, em nota distribuída nesta segunda-feira, o estrago provocado pela entrevista do senador Jarbas Passarinho à revista Veja que chegou neste domingo aos assinantes. O senador pernambucano afirmou que o partido está "impregnado" pela corrupção. (Leia Mais)

Segunda, 16 de Fevereiro de 2009 às 09:37, por: CdB

O PMDB tentou minimizar, em nota distribuída nesta segunda-feira, o estrago provocado pela entrevista do senador Jarbas Passarinho à revista Veja que chegou neste domingo aos assinantes. O senador pernambucano afirmou que o partido está "impregnado" pela corrupção. Na nota, a Executiva Nacional do PMDB considerou as declarações de Vasconcelos "um desabafo" e afirmou que "não dará maior atenção à ela (à entrevista) em razão da generalidade das alegações".

Na entrevista, o senador diz que a eleição de José Sarney (AP) para a presidência da Casa é um "completo retrocesso tortuoso e constrangedor" e afirma que o senador Renan Calheiros (AL) "não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido". Renan Calheiros foi escolhido líder do partido para esta legislatura. Jarbas Vasconcelos ainda disse que os peemedebistas são especialistas em corrupção em geral, como manipulação de licitações e contratações dirigidas e afirmou: "Boa parte do partido quer mesmo a corrupção".

"Para que o PMDB quer cargos? Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção", disse Passarinho.

Jarbas afirmou ainda que o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. "É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos". Sobre a eleição à Presidência do Senado, o senador também afirmou que "havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado".

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