Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026

PMDB pressiona senadores a apoiarem CPMF

Como o governo precisa de 49 votos para aprovar a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011, o PMDB prepara-se para forçar os integrantes do partido no Senado a apoiarem a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que amplia a vigência da contribuição. Partido é peça fundamental para a base governista, diz líder do PT

Sexta, 19 de Outubro de 2007 às 09:59, por: CdB

Como o governo precisa de 49 votos para aprovar a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011, o PMDB prepara-se para forçar os integrantes do partido no Senado a apoiarem a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que amplia a vigência da contribuição.

Governistas consideram o PMDB uma peça fundamental para que a CPMF seja prorrogada. Por este motivo, o partido vem sendo pressionado a fechar questão pró-CPMF, mesmo com a postura independente de alguns integrantes do partido contrários à proposta.

O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), admitiu nesta sexta-feira que é possível o partido fechar questão pela prorrogação da CPMF. Ele afirmou que o fechamento de questão é uma alternativa mais viável que a retirada dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

Simon e Jarbas anunciaram que poderão votar contra a prorrogação da CPMF, caso o governo não acene com concessões na área tributária. Raupp, por sua vez, considera que a análise da CCJ será fundamental para que a matéria siga em frente no Senado, mas descarta repetir a expulsão dos peemedebistas.

— Retirá-los, seria sofrer duas vezes. Mas fechamento de questão, isso é possível, é regimental. Eu tenho conversado com todo mundo, talvez o erro tenha sido deles de se ausentar das discussões — afirmou.

Simon disse que Raupp, como líder da bancada, tem o direito de fechar questão sobre a PEC. Mas ressaltou que o assunto terá que ser discutido dentro do PMDB no Senado.

O líder não adiantou, porém, se o PMDB vai impor punições aos parlamentares que não cumprirem a determinação partidária. Raupp avalia que, neste momento, pelo menos três dos 20 senadores peemedebistas já declararam ser contrários à matéria.

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