Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

PMDB pode enfrentar Dilma no Ministério de Minas e Energia

Segunda, 14 de Janeiro de 2008 às 08:56, por: CdB

O PMDB está disposto a rejeitar interferência da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff no comando do setor elétrico, após a confirmação do senador Edison Lobão (PMDB-MA) para o Ministério de Minas e Energia - aguardada para a próxima quarta-feira.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), considerou natural que Dilma tenha mantido, desde o início do governo Lula, uma relação mais próxima com os ministros que a sucederam na pasta, o pemedebista Silas Rondeau e o interino Nelson Hubner. Mas afirmou que essa relação será diferente com Lobão - caso ele seja nomeado de fato, em razão da densidade da carreira política do indicado: Lobão está no terceiro mandato como senador e foi governador do Maranhão.

– O Lobão é um senador experiente, com respaldo do maior partido da coalizão, e não foi subordinado à Dilma. Vai ter um tratamento respeitoso, a Dilma vai poder ajudar muito, mas será uma relação de ministro pra ministro , disse, em alusão a Rondeau, que foi presidente da Eletronorte na gestão de Dilma no ministério; e a Hubner, seu chefe de gabinete. 

Jucá citou também o fato de Dilma ser especialista na questão elétrica (foi secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul). Isso justifica, para Jucá, a influência de Dilma na área, mesmo estando na Casa Civil.

O PMDB aguarda a nomeação de Lobão para negociar com o governo o preenchimento das demais vagas no setor. Estão pendentes de indicações definitivas, entre outros cargos, a presidência da Eletrobrás e da Eletronorte e a Diretoria Internacional da Petrobras.
Embora parlamentares do PMDB reivindiquem os principais cargos, Jucá nega. O Ministério de Minas e Energia está desde maio de 2007 sob o comando de Hubner, um técnico petista que assumiu a interinidade após a saída de Silas Rondeau. Ligado ao senador José Sarney (PMDB-AP), Rondeau foi apontado como eventual beneficiário da Operação Navalha. A Polícia Federal levantou suspeita de que Silas teria recebido R$ 100 mil de uma intermediária da empreiteira Gautama.

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