Rio de Janeiro, 25 de Janeiro de 2026

PMDB pede que Silas Rondeau renuncie

O PMDB pediu nesta segunda-feira ao ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, que renuncie ao cargo. Pela manhã, o Rondeau reuniu-se com por meia hora na manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tentativa de se defender das acusações de envolvimento no esquema de fraudes em licitações de obras públicas. (Leia Mais)

Segunda, 21 de Maio de 2007 às 10:14, por: CdB

O PMDB pediu nesta segunda-feira ao ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, que renuncie ao cargo. Pela manhã, o Rondeau reuniu-se com por meia hora na manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tentativa de se defender das acusações de envolvimento no esquema de fraudes em licitações de obras públicas.

Aliado do governo, o PMDB quer evitar o desgaste da imagem do ministro pertante à opinião pública depois das suspeitas da Polícia Federal sobre o envolvimento dele no esquema da Máfia das Licitações.

Pela manhã, o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tentativa de se defender das acusações de envolvimento no esquema de fraudes em licitações de obras públicas. No Paraguai, Lula disse que só tomará uma decisão sobre o caso quando voltar ao Brasil.

O vice-presidente José Alencar disse que a decisão sobre o afastamento do ministro cabe a Lula. O vice afirmou ainda que as denúncias divulgadas contra o ministro não bastam para condená-lo.

O encontro foi no hotel onde o presidente está hospedado, em Assunção, no Paraguai. Lula ouviu atentamente a defesa do ministro. Rondeau integra a comitiva do presidente na viagem.

O presidente, segundo as mesmas fontes, assistiu na noite de domingo ao vídeo divulgado pela Polícia Federal que mostra um assessor do ministro recebendo um envelope da secretária da empresa Gautama, responsável pelo esquema.

Segundo a PF, Zuleido Soares, dono da construtora, esteve várias vezes na sede do ministério em Brasília, onde se reuniu com o ministro Silas Rondeau e com o diretor do programa Luz para Todos, José Ribamar Santana.

O vice-presidente da República, José Alencar, foi cauteloso ao comentar nesta segunda-feira  o suposto envolvimento do ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, no esquema desmontado pela Polícia Federal que beneficiaria a construtora Gautama.

Para Alencar, não é o momento de condenar o ministro. "Vocês (jornalistas) sabem o quanto condeno essas coisas, pois fora da lei não há salvação. Mas eu não posso condenar as pessoas apenas porque há indícios. É o óbvio. Mas tem que haver decisão com base em investigação com absoluta transparência", afirmou.

Segundo relatório da PF, Rondeau teria recebido R$ 100 mil de propina em troca do favorecimento da construtora Gautama em uma licitação. Alencar não quis comentar um eventual afastamento dele do cargo.

"É uma atribuição do presidente da República. Não tenho nada a dizer sobre isso. Ali, há uma acusação, não há nada de condenação. E há uma resposta dele de que não há nada", disse.

"Eu não posso afastá-lo do ministério. E o afastamento por vontade própria é questão de foro íntimo do ministro", disse aos jornalistas após participação em evento da Associação Brasileira de Municípios, em Brasília.

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