Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

PMDB não desistirá de presidência da CPI dos cartões, diz Raupp

O PMDB, maior bancada no Senado, não desistirá da presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará o uso dos cartões corporativos. O líder peemedebista no Senado, Valdir Raupp (RO), convidou na terça-feira o senador Neuto de Conto (SC), colega de partido, para assumir o cargo, mas não obteve sucesso. (Leia Mais)

Terça, 12 de Fevereiro de 2008 às 17:34, por: CdB

O PMDB, maior bancada no Senado, não desistirá da presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará o uso dos cartões corporativos. O líder peemedebista no Senado, Valdir Raupp (RO), convidou na terça-feira o senador Neuto de Conto (SC), colega de partido, para assumir o cargo, mas não obteve sucesso.

Mesmo assim, Raupp só admite abrir o cargo para negociação caso os senadores que representarão o PMDB na CPMI rejeitem o convite. Ele argumenta que o partido já cedeu as presidências das comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Assuntos Econômicos (CAE), além da relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os repasses de recursos federais para organizações não-governamentais (ONGs).

Raupp destaca que, apesar de compor a base aliada ao governo, o PMDB atuará com independência na presidência da CPMI.

— O PMDB já deu demonstrações em outras CPIs que não balança a cabeça sempre favorável ao governo —, argumentou.

Ele citou como exemplos as atuações do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) na relatoria da CPI dos Correios e a do próprio presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RO), quando relatou a CPI dos Bingos.

O líder peemedebista também recomendou ao governo que se articule no Senado para que a base aliada compareça em Plenário e dê uma resposta efetiva as ameaças de obstrução dos trabalhos.

— O governo tem de começar a colocar a base, mesmo que seja com maioria simples [41 senadores], para dentro do plenário e começa a votar e deixar a oposição cumprir com o seu papel —, afirmou.

Outro governista que é contrário a eventuais negociações para garantir a presidência ou a relatoria da CPMI que vai investigar os cartões corporativos é o primeiro vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC). Ele defende a aplicação pura e simples do Regimento Interno do Congresso Nacional que estabelece o princípio da representatividade na Câmara e no Senado nas escolhas do presidente e do relator de uma CPMI.

— Não temos de ter nenhum tipo de bondade, de generosidade, com a oposição. A oposição sempre foi muito cruel com o governo nesta relação. Temos de defender a aplicação do regimento. Fico olhando a oposição falar de uma CPI que tem que estar pautada em fato determinado. Será que eles acham que o Brasil esqueceu a CPI dos Bingos que era chamada de CPI do Fim do Mundo? —, questionou o petista.

Os líderes do Democratas e do PSDB insistem em dividir o comando da CPMI.

— Estamos convictos de que a base aliada vai ceder ao bom senso —, afirma o líder tucano no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM).

Já o líder do Democratas na Casa, José Agripino Maia (RN), destacou que na reunião de líderes de terça foi “praticamente consensual” o entendimento que a relatoria ou a presidência da CPI deveria ficar com a oposição.

Tags:
Edições digital e impressa